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A votação chancela a retificação da ata de aprovação da SAF, que havia sido indevidamente modificada pelo presidente da Assembleia, Marcos Lico. O filho do ex-presidente Ilídio Lico retificou a ata e saiu de cena, se afastou do cargo. O COF se reuniu para voltar a tumultuar, mas acabou “cuspindo” um documento em que dá o caso do contrato da SAF por encerrado, apesar de suas ressalvas ao acordo. E restava a votação de hoje para que o clube pudesse, em cartório, ratificar a negociação. Assim, a SAF poderá ser registrada na Federação Paulista e na CBF.
A partir do registro, qualquer medida para tumultuar a SAF terá de ser tomada via Justiça – o que é difícil de imaginar, dados os custos e a fragilidade dos argumentos jurídicos de quem é contra a venda do clube. É claro que, em um futuro próximo, um destes históricos conselheiros pode se transformar em presidente da Associação. Mas o máximo que conseguirá será uma relação ruim, um afastamento em relação a quem dirige a SAF – ou seja, o futebol da Portuguesa. Virar a mesa, não.
Sim, a SAF tem obrigações contratuais em relação ao clube associativo. Negociar as dívidas – todas elas -, construir a arena no lugar do Canindé e construir uma nova sede para a Associação e para a Leões da Fabulosa. Tem obrigação também de montar um time forte para tirar a Portuguesa da Série D do Campeonato Brasileiro e mantê-la perto da torcida que restou (e salvou a SAF) nos próximos três anos. Precisa andar na linha. Primeiro, porque é o certo: cumprir o que se promete e assina. E, segundo, para evitar futuras batalhas nos tribunais, como acontece com o Vasco.
É justo que os sócios observem, acompanhem de perto e cobrem. E é fato que, a partir de hoje, a torcida parece finalmente ter conseguido “tirar a Lusa dessa gente”.
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