Muito tem sido escrito sobre “Adolescência”, a nova série da Netflix. Quem assiste sai destruído da experiência. Não uma destruição paralisante, mas uma destruição empática do tipo: precisamos fazer alguma coisa para mudar essa realidade.
A realidade: meninos estão sendo socializados para odiarem meninas de formas irreversíveis. Verdade que o patriarcado sempre formou homens para menosprezarem mulheres, mas o rolê agora mudou de intensidade. As redes sociais e a pornografia entraram nessa trama e estão trabalhando dia e noite para formar uma sociedade ainda mais dividida, atomizado e violenta.
A história é brutal no conteúdo e brilhante na forma. Episódios sem cortes, filmados de forma ininterrupta para dar a ideia de que estamos dentro da vida daquela família – que é, a rigor, a nossa família.

















