No Dia Nacional da Saúde, celebrado hoje (5 de agosto), o coordenador da Frente Parlamentar em Defesa da Vacina, deputado Dorinaldo Malafaia (PDT-AP), defendeu que o Ministério da Saúde adote uma estratégia de vacinação ativa para reverter a queda na cobertura vacinal no Brasil.
Em entrevista à Rádio Câmara, Malafaia lembrou que o Dia Nacional da Saúde é celebrado na data de nascimento do sanitarista Oswaldo Cruz. Segundo ele, assim como as autoridades de saúde atuais, Oswaldo Cruz enfrentou o desafio de ampliar a vacinação no país.
Ouça a íntegra da entrevista de Dorinaldo Malafaia à Rádio Câmara
Malafaia afirmou que há uma diferença entre o contexto de 1904 e o atual. Segundo ele, a Revolta da Vacina ocorreu por causa da obrigatoriedade da vacinação contra a varíola e do desconhecimento sobre os benefícios da imunização. Hoje, acrescentou, o medo ou a recusa em se vacinar muitas vezes estão relacionados ao negacionismo e à disseminação de notícias falsas nas redes sociais.
“A gente fala muito no Parlamento que precisamos ter uma narrativa hegemônica do efeito positivo da vacina. O problema é que nós atuamos com discursos que geram medo à população.”
“E, quando um profissional de saúde propaga uma fake news, isso é um problema grave! Então, nós estamos fazendo na frente parlamentar exatamente um exercício de educação e saúde”, disse.
Campanha em andamento
O Ministério da Saúde iniciou uma campanha nacional de multivacinação para atualizar a caderneta de crianças e adolescentes menores de 15 anos em todo o país.
Busca ativa
A mobilização segue até 1º de setembro e terá um Dia D nacional em 22 de agosto para ampliar a cobertura vacinal e alcançar quem está com doses em atraso.
Para Dorinaldo Malafaia, além de campanhas, é preciso que o ministério adote uma estratégia ativa de vacinação, levando os imunizantes às casas das famílias. “Uma equipe de saúde da família tem em torno, na sua área, de 1.000 a 1.500 famílias”, calculou.
“É esse método que permite que a gente possa realmente elevar as coberturas vacinais. A vacinação passiva, essa em que o cidadão vai até a unidade de saúde, tem mostrado baixo resultado.”
As quedas nos índices de vacinação levaram ao retorno de doenças como o sarampo no país.


