O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) afirmou neste sábado (24), véspera do segundo turno da eleição presidencial, que está “confiante” com a chance de uma vitória nas urnas, porque “os brasileiros não podem levar um miliciano para o Palácio do Planalto”.
O petista comentou a disputa presidencial ao dar uma declaração à imprensa no Rio de Janeiro, onde realizou um ato com apoiadores no bairro de Copacabana, na zona sul da capital fluminense.
“Os brasileiros não podem levar um miliciano para dentro do Palácio do Planalto. Não é possível que a gente não consiga convencer a sociedade do risco que a democracia, a liberdade e as pessoas de bem correm. Eu tenho certeza que nós vamos ganhar as eleições. Pode anotar, amanhã [domingo], eu serei eleito presidente da República outra vez”, declarou.
Nessa mesma fala a jornalistas, Lula disse que é “verdade” que o povo brasileiro quer mudança, mas que a alteração deve ser para “melhor” e não para “retroceder”.
“Não está longe da nossa memória o que aconteceu no mandato dessa gente [gestão Bolsonaro] no país, na área da cultura, do trabalho, da educação, da saúde, da política externa. Nós levamos três anos para reconstruir o país e apresentar agora uma proposta concreta para o futuro”, acrescentou Lula.
O petista também prometeu concluir obras inacabadas no Rio de Janeiro e citou investimentos federais na Baixada Fluminense.
‘Brigar para tomar a ilha de Willer e Flávio’, diz Lula
O candidato do PT à reeleição voltou a comentar a polêmica sobre uma ilha em Angra dos Reis (RJ). Lula afirmou que vai “brigar para tomar a ilha de Willer Tomaz e de Flávio Bolsonaro”.
O petista fez referência a uma disputa envolvendo o jogador Richarlison Andrade e um imóvel no litoral do Rio de Janeiro. Ele já havia citado o caso no debate desta sexta-feira (23), realizado pela TV Globo.
A disputa começou em 2020, quando Richarlison afirma ter investido cerca de R$ 10 milhões na aquisição de direitos sobre a mansão e em despesas relacionadas ao imóvel, por meio de uma empresa da qual é sócio.
Segundo o jogador, Flávio Bolsonaro demonstrou interesse no imóvel, mas ele se recusou a vendê-lo. O atacante acusa o senador de ter se aliado ao advogado Willer Tomaz, amigo de Flávio, para retirar dele os direitos que reivindica sobre a área.
“Roubaram do pombo [apelido do jogador Richarlison], de um jogador da Seleção Brasileira. Nós vamos trabalhar para tentar devolver o terreno a seu verdadeiro dono”, afirmou Lula neste sábado.
Fonte: G1

