O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, e assessores do governo norte-americano ajudaram o senador Flávio Bolsonaro (PL), candidato derrotado pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva, a fugir para território americano, segundo o jornal New York Times.
O jato em que Flávio voou da Argentina para Miami, com escala no Equador, teria sido providenciado por Jason Miller, conselheiro de Trump e estrategista de comunicação das campanhas do republicano. De acordo com a reportagem do NYT, o ex-deputado e irmão de Flávio, Eduardo Bolsonaro, que vive nos EUA, estava em contato com Miller.
Segundo autoridades americanas ouvidas pelo jornal, Trump garantiu que Flávio pudesse entrar nos Estados Unidos. Flávio teria apresentado o passaporte diplomático brasileiro ao chegar ao país, documento que já havia sido cancelado pela Polícia Federal por ordem do ministro do STF Alexandre de Moraes.
Nesta quinta-feira, Trump voltou a classificar as eleições presidenciais brasileiras como uma “vergonha”, um dia depois de Flávio fugir do Brasil. O republicano, no entanto, disse que pode falar com o Lula, sem dizer quando.
“Vou falar com ele, mas acho que a eleição foi uma vergonha no Brasil”, começou Trump em sua resposta a um jornalista que havia perguntado se ele vai reconhecer Lula como presidente eleito e falar com o petista para parabenizá-lo. “Acompanhei as eleições. Não tomei partido, mas vi o que estava acontecendo no Brasil. Foi uma vergonha”, acrescentou o republicano, cujo governo até o momento não reconheceu oficialmente a vitória de Lula.
O ocupante do Salão Oval disse ter sido “orientado a não tomar partido pelo presidente, o atual presidente”, em uma referência a Lula. “Foi uma vergonha. Bem, o mercado diz isso. É só olhar para o mercado. Quer dizer, o mercado deles despencou. Achei que foi uma situação muito vergonhosa para o Brasil”.
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Fonte: Abril


