Flávio Bolsonaro afirmou que fugiu do Brasil com a família por temer ser alvo de “perseguição judicial” e declarou que poderá disputar novamente a Presidência da República antes de 2030, quando ocorre o próximo pleito. Em uma transmissão ao vivo nas redes sociais, o senador também disse que pretende continuar exercendo sua liderança política no exterior.
O senador disse que conversou com a mulher, Fernanda, e tomou a decisão de viajar com ela e as duas filhas após ser intimado, após decisão do ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), a entregar seus passaportes. Ele também negou que outras pessoas tenham participado da decisão ou sido responsáveis por sua saída. “A decisão eu tomei junto com a minha esposa, sem que ninguém soubesse, até porque, se soubesse, a chance de dar errado seria maior”, disse.
Flávio acusou Moraes de agir para intimidá-lo e questionou a decisão judicial. Também contestou uma investigação que, segundo ele, o associaria a movimentações financeiras de uma empresa ligada a Willer Tomaz.
Candidatura antes de 2030
Ao final da live, o senador voltou a mencionar a possibilidade de disputar novamente a Presidência da República. Ele agradeceu aos eleitores pelos quase 60 milhões de votos recebidos e disse considerar a votação uma demonstração de confiança que lhe dá força para continuar na política.
“Se preciso for, para resgatar, para salvar o nosso país, para disputar mais uma eleição para presidente da República. Eu não estou falando de 2030, não. Eu estou falando de antes disso”, declarou.
Flávio afirmou que está reorganizando a vida no exterior, próximo da mulher e das filhas, mas pretende manter contato com seus apoiadores e ampliar sua atuação política. “Eu não saí do Brasil. Eu saí pelo Brasil”, disse, ao defender que sua permanência fora do país não representa um afastamento da disputa política nacional.
Liderança no exterior
Apesar de estar fora do país, Flávio afirmou que pretende continuar participando da articulação política da oposição. Ele indicou o Senado Federal como principal espaço de resistência ao governo e anunciou apoio à candidatura de Rogério Marinho à presidência da Casa.
O senador pediu que eleitores pressionem os parlamentares a apoiar Marinho e afirmou que a atuação do Congresso será fundamental para conter o que considera riscos da atual administração. Na avaliação de Flávio, a economia será o principal fator de desgaste do governo.
Ele também acusou instituições do país de estarem aparelhadas e classificou o cenário político e judicial brasileiro como um “regime de exceção”.
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Fonte: Abril

