Leandro Benites estava passando por uma leve crise de criatividade quando encontrou alguns mostruários de tecidos jogados numa lixeira de rua, no centro de São Paulo. De repente, o novo desfile de sua marca, a Le Benites, já tinha rumo certo.
O local onde o material foi descoberto também serviu de inspiração. Todas as roupas são feitas a partir de técnicas de upcycling. São reaproveitamentos de itens de brechó, projetos inacabados, peças-piloto, descartes têxteis, camisetas da Sweet Dreams Motel com falhas de produção, sobras de coleções, cristais Swarovski com pequenos defeitos de fabricação e objetos variados acumulados ao longo da vida.


Le Benites.
Foto: Agência Fotosite | Marcelo Soubhia


Le Benites.
Foto: Agência Fotosite | Marcelo Soubhia


Le Benites.
Foto: Agência Fotosite | Marcelo Soubhia
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O estilo da Le Benites sempre foi uma espécie de quebra-cabeça, cheio de recortes e encaixes. Agora não é diferente. Continuam lá as blusas de ombros volumosos, as calças amplas, as regatas justinhas, os tops cropped, as referências futuristas/sci-fi, os detalhes utilitários, a malha de moletom, o jeans e as microssungas, embora em número reduzido (apenas três). Só que mais leves, naturais até.
No camarim, Leandro comparou o exercício de recortar e colar elementos diferentes à costura de memórias em nosso inconsciente. Com quase dez anos de carreira, o estilista se tornou destino certeiro para celebridades (ou seus stylists) em busca de visuais singulares e sob medida. É um trabalho que realiza bem – e com prazer –, porém com orientações bastante específicas. A livre associação criativa nesta temporada pode ser vista como um respiro.
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