Agentes da Polícia Federal cumprem mandados em Sorocaba durante operação que investiga fraudes em contratos da saúde pública.
Na manhã desta quinta-feira (6), a Polícia Federal (PF) cumpriu sete mandados de busca e apreensão e dois mandados de prisão preventiva numa operação que investiga irregularidades em contratos de saúde pública em Sorocaba, interior de São Paulo.
O alvo principal da investigação é a contratação emergencial de uma organização social sem fins lucrativos pela prefeitura municipal de Sorocaba.
O prefeito da cidade, Rodrigo Manga (Republicanos), foi afastado de suas funções por decisão judicial no âmbito da operação.
Segundo a PF, a investigação foca em indícios de:
- contratação irregular de organização social para operar unidades de saúde municipal;
- uso de contrato emergencial ou termo de convênio fora das normativas legais;
- crimes como fraude em licitação, peculato, corrupção ativa e passiva, lavagem de dinheiro e organização criminosa.
Adicionalmente, foi decretada a indisponibilidade de bens dos investigados, estimados em aproximadamente R$ 6,5 milhões. - Mandados foram expedidos pelo Tribunal Regional Federal da 3ª Região (TRF-3).
- Esta etapa da investigação é considerada uma segunda fase da chamada Operação Copia e Cola, deflagrada em abril deste ano, a partir de material apreendido em uma fase inicial.
- Em gravação publicada pelo prefeito Rodrigo Manga, ele afirma estar afastado, mas que não desistirá da disputa e que acredita na sua inocência.
O afastamento do prefeito acende o alerta para a administração municipal de Sorocaba e para a atuação de organizações sociais na saúde pública. A vistoria da PF revela fragilidades nas contratações emergenciais e no acompanhamento dos convênios nas unidades de saúde.
Para a população, o risco é que esse tipo de irregularidade comprometa o funcionamento adequado dos serviços de saúde, ao mesmo tempo em que exige transparência e responsabilização por parte dos gestores públicos.
- A responsabilização administrativa e criminal: gestores que assinaram, empresas contratadas, e se há recuperação de recursos desviados.
- A PF seguirá com a análise de documentos, sistemas de pagamento e contratos.
- A Justiça deve decidir sobre a prisão preventiva dos envolvidos e o bloqueio definitivo de bens, se for o caso.
- A prefeitura de Sorocaba deverá definir uma nova gestão interina ou ajustes administrativos até resolução do caso.
- Para a imprensa, cabe acompanhar como a investigação se desdobra: quais unidades de saúde foram afetadas, qual o impacto para os serviços à população, e se haverá adequação das práticas de contratação no município.
- A legalidade das contratações emergenciais: foram devidamente justificadas e foram seguidos os trâmites de licitação e transparência?
- A eficácia do controle desses contratos: como foi feito o acompanhamento e a prestação de contas da organização social contratada?
- O impacto direto para os usuários da saúde: unidades ficaram com atendimento comprometido? Houve prejuízo real para pacientes?


