No segundo tempo, num contra-ataque fatal, o centroavante Luizinho bateu forte e matou o jogo. Por questão histórica, vamos às escalações:
Corinthians: Sidney, Zé Maria, ; Laercio, Luís Carlos e Wladimir, Tião e Rivellino (na época jogavam só dois no meio-campo) Ivan, Roberto Miranda (Lance), Vaguinho e Marco Antonio (Mirandinha). O técnico era o ditador e muitas vezes violento, mas histórico, Yustrich.
Portuguesa: ZecãoCardoso, Pescuma, Calegari e Isidoro; Badeco e Basílio (pé de anjo); Xaxá, Enéas (Tatá), Cabinho (Luisinho), Wilsinho. Time treinado pelo ótimo técnico luso-brasileiro Oto Glória, que também fez muito sucesso na Europa.
Eu nem imaginava, naquele momento, com 13 anos, que 9 anos depois eu estaria em campo enfrentando a Portuguesa pelo profissional do Corinthians, depois de ter jogado muitas vezes contra no juvenil. Foram tantos confrontos importantes e difíceis, mas vou falar sobre um deles que guardo com muito carinho.
Foi em 24 de fevereiro de 1985, o ano em que o Corinthians formou um timaço que não deu certo e foi um fiasco, apesar de todos acharem que éramos favoritos para vencermos o Paulista e o Brasileiro, o que não aconteceu. Era início do Brasileiro, num domingo à tarde chuvoso, no Estádio Paulo Machado de Carvalho (Pacaembu), com a Portuguesa tendo uma equipe fortíssima, e foi um dos jogos que ganhamos com dois golaços.
No primeiro tempo, o Serginho Chulapa fez de cabeça, deslocando completamente o goleiro Éverton. Já no segundo tempo, depois de uma belíssima tabela entre eu e o Biro-Biro, desde o meio-campo, invadi a área e bati forte com o pé esquerdo, fechando o resultado.
