A ministra de Comunicação da Austrália, Anika Wells, anunciou nesta terça-feira (10) que escreveu à gigante dos videogames Roblox para discutir urgentemente as denúncias de exploração infantil na plataforma.
Cerca de 100 milhões de pessoas usam o Roblox diariamente, e aproximadamente 40% têm menos de 13 anos, segundo dados da empresa de 2024.
Mas a plataforma tem sido acusada de não fazer o suficiente para proteger as crianças de conteúdo violento e sexual.
Um relatório de 2024 da Hindenburg Research a classificou como um “inferno pedófilo de conteúdo explícito” que expõe crianças ao assédio sexual e à pornografia.
A ministra de Comunicações afirmou que escreveu aos chefes da Roblox para pedir urgentemente que expliquem as medidas que tomarão para garantir a segurança das crianças na rede.
“Acredito que muitos de vocês, assim como eu, provavelmente ficaram indignados com o fato de crianças de apenas quatro ou cinco anos estarem vendo violência gráfica e gratuita nesta plataforma”, declarou Wells à emissora de televisão pública ABC.
A ministra indicou que pediu ao regulador australiano de internet, o Comissário de Segurança Eletrônica (eSafety, em inglês), que tome “medidas urgentes” contra a empresa.
A Roblox disse no ano passado que adotaria o reconhecimento facial obrigatório ou controles de identidade para jogadores que queiram acessar a função de chat.
A empresa com sede na Califórnia disse à AFP em um comunicado que saúda “a oportunidade de informar a ministra sobre as medidas que tomamos para manter nossa comunidade segura”.
Um porta-voz insistiu que a empresa tinha “políticas robustas de segurança e processos para ajudar a proteger os usuários que vão além das de outras plataformas”.
A Roblox é uma das várias plataformas, como Discord, WhatsApp e Lego Play, excluídas da proibição para que menores de 16 anos acessem redes sociais como Facebook, Instagram e TikTok, que entrou em vigor em 10 de dezembro.
Mas foi proibida no Qatar, Iraque, Turquia e outros países por preocupações com a segurança infantil, enquanto Texas e Louisiana, nos Estados Unidos, processaram o aplicativo pelo mesmo motivo.


















