Dezenove estados brasileiros e o Distrito Federal (DF) alcançaram em 2025 as menores taxas de desemprego já registradas na série histórica da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (PNAD) Contínua, iniciada em 2012. Os dados, divulgados nesta sexta-feira (20) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), refletem um cenário de recuperação no mercado de trabalho. No panorama nacional, a taxa de desemprego encerrou o ano de 2025 em 5,6%, o índice mais baixo desde o início da série histórica.
Metodologia da PNAD Contínua
A pesquisa do IBGE apura o comportamento do mercado de trabalho para pessoas com 14 anos ou mais, considerando todas as formas de ocupação, incluindo trabalho formal (com carteira assinada), informal, temporário e por conta própria. Para ser considerada desocupada, a pessoa deve ter procurado efetivamente uma vaga nos 30 dias anteriores à pesquisa. A coleta de dados é realizada em 211 mil domicílios espalhados por todos os estados e o Distrito Federal.
Recordes Estaduais de Baixo Desemprego
As unidades da federação (UFs) que atingiram as mínimas históricas de desocupação em 2025 incluem: Mato Grosso (2,2%), Santa Catarina (2,3%), Mato Grosso do Sul (3%), Espírito Santo (3,3%), Paraná (3,6%) e Rio Grande do Sul (4%). Outros estados com novos recordes foram Minas Gerais (4,6%), Goiás (4,6%), Tocantins (4,7%), São Paulo (5%), Paraíba (6%), Ceará (6,5%), Pará (6,8%), Maranhão (6,8%), Distrito Federal (7,5%), Amapá (7,9%), Sergipe (7,9%), Rio Grande do Norte (8,1%), Amazonas (8,4%) e Bahia (8,7%). Rondônia, com 3,3%, fechou o ano com o quarto menor índice do país, embora seu recorde de mínima (3,1%) tenha sido registrado em 2023. O Amazonas foi o único entre os estados com recordes que não apresentou queda na taxa em comparação com 2024, mantendo a marca de 8,4%.
Análise das Taxas de Desemprego por UF
Os dados consolidados de 2025 indicam que, das 27 UFs, 12 registraram taxas de desocupação abaixo da média nacional de 5,6%, enquanto 15 superaram esse patamar. Além dos estados com as menores taxas, Roraima (5,1%) também ficou abaixo da média. Por outro lado, os maiores índices de desemprego foram observados principalmente no Nordeste, com Piauí (9,3%), Bahia (8,7%) e Pernambuco (8,7%) na liderança, seguidos por Alagoas (8,3%) e Rio de Janeiro (7,6%).
Informalidade no Mercado de Trabalho
A pesquisa do IBGE também destacou as desigualdades no nível de informalidade. Enquanto o país encerrou 2025 com uma taxa de informalidade de 38,1%, 18 estados ficaram acima dessa marca, com as regiões Norte e Nordeste apresentando os maiores percentuais. Maranhão (58,7%), Pará (58,5%) e Bahia (52,8%) lideraram nesse quesito. Trabalhadores informais não possuem garantias essenciais como cobertura previdenciária, 13º salário, seguro-desemprego e férias. Em contraste, Santa Catarina (26,3%), Distrito Federal (27,3%) e São Paulo (29%) registraram os menores níveis de informalidade.
Rendimento Médio Mensal dos Trabalhadores
O Distrito Federal e oito estados registraram um rendimento mensal do trabalhador acima da média nacional de R$ 3.560. O DF liderou o ranking com R$ 6.320, explicado pela alta concentração de funcionários públicos na capital federal. São Paulo (R$ 4.190), Rio de Janeiro (R$ 4.177), Santa Catarina (R$ 4.091) e Paraná (R$ 4.083) também apresentaram rendimentos significativamente superiores à média. Na outra ponta, estados como Maranhão (R$ 2.228), Bahia (R$ 2.284) e Ceará (R$ 2.394) registraram os menores rendimentos médios do país.
William Kratochwill, analista da PNAD Contínua, comentou que a mínima histórica observada em 2025 “decorre do dinamismo observado no mercado de trabalho, impulsionado pelo aumento do rendimento real”.

















