A ministra do Meio Ambiente, Marina Silva, defendeu que o combate à mudança do clima seja um tema nacional na campanha eleitoral de 2026.
“Espero que, independente de recorte ideológico, a questão da emergência climática, da proteção das florestas, da biodiversidade, dos povos e comunidades tradicionais, de fazer com que o Brasil continue sendo um país que preserva suas imensas riquezas naturais como a principal base de seu desenvolvimento, esteja presente no debate nacional”, afirmou.
Ela participou de um evento nesta quarta-feira (4) para apresentar os resultados das ações de combate a incêndios em 2025 e a projeção para o ano de 2026.
Segundo os dados divulgados, o país teve 39% a menos de área queimada no último ano na comparação da média desde 2016, quando a crise de seca começou a se agravar no país.
Ibama e ICMBio já iniciaram as ações de prevenção a incêndios, e a projeção é que o primeiro semestre de 2026 a situação esteja sob controle.
A partir do segundo semestre, segundo integrantes do governo federal, o panorama climático ainda é mais incerto com a chegada do El Niño —fenômeno que reduz chuvas e aumenta a seca.
Em 2024, o país enfrentou uma grave crise de incêndios. Desde então, o número de profissionais dedicados ao combate ao fogo cresceu 25%, e chegou a 4.608 neste ano.
O Ministério do Meio Ambiente também apresentou novos equipamentos para ações de enfrentamento —como caminhões de apoio e tratores.
Segundo dados apresentados pela pasta, foram destinados mais de R$ 550 milhões a corpos de bombeiros pelo país por meio do Fundo Amazônia, desde 2024.
Outro ponto de atenção do governo é o ano eleitoral, que costuma aumentar a incidência de incêndios florestais.
A ministra Marina Silva afirmou que os “períodos eleitorais são sempre preocupantes porque nem sempre todos os agentes políticos têm uma compreensão” da importância do combate aos incêndios.
Ela afirmou que espera que o debate sobre mudança do clima se torne uma pauta nacional nas eleições, mas sem que para isso seja necessário que aconteça uma nova crise do fogo ou de enchentes, lembrando os deslizamentos de terra em Minas Gerais que já deixaram mais de 60 mortos neste ano.
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