Empresas e entidades de energia renovável preparam uma carta aos presidenciáveis com sugestões de políticas públicas ao setor, além de listar os gargalos enfrentados no sistema elétrico.
O documento deve ser entregue ainda no primeiro semestre. O objetivo é mobilizar os futuros candidatos a incluir o tema nos programas de governo. A iniciativa é de coordenação da Global Renewables Alliance (GRA).
O setor alega que há ainda uma baixa oferta de geração renovável no país e que, se continuar assim, o Brasil não vai avançar na descarbonização da economia, dificultando ainda mais a entrada de investimentos estrangeiros.
Os empreendedores defendem, por exemplo, que o primeiro leilão de cessão de uso de áreas marítimas ocorra ainda neste ano.
Ao Painel, a presidente do Comitê de Mobilização de Energias Renováveis, Elbia Gannoum, adiantou que a carta vai apontam que o sistema elétrico atual não consegue escoar a energia já gerada. Além disso, destaca que o setor enfrenta barreiras tributárias e regulatórias.
“O país tem grande potencial eólico offshore, mas quase nenhum projeto saiu do papel. O mercado de energia é centralizado e analógico, o que compromete a competitividade brasileira frente a países que já liberalizaram o setor”, disse.
Entre as soluções já levantadas pelo setor estão a criação de sistemas de armazenamento de energia. A cobrança é feita após a recente crise do setor, que afetou diretamente a fábrica de indústrias no país.
Entre os que assinam a carta estão empresas como a Abrage (Associação Brasileira das Empresas Geradoras de Energia Elétrica), a CELA (Clean Energy Latin America) e a ENBPar.
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