A Segunda Turma do Supremo Tribunal Federal (STF) decidiu, por 4 votos a 0, manter a prisão do banqueiro Daniel Vorcaro, proprietário do Banco Master. O colegiado finalizou o julgamento virtual nesta sexta-feira (20), referendando a decisão inicial do ministro André Mendonça, proferida em 4 de dezembro.
Julgamento Unânime e Outros Envolvidos
O julgamento virtual, iniciado em 13 de dezembro, consolidou uma maioria pela manutenção da prisão. Além do ministro André Mendonça, votaram nesse sentido Luiz Fux e Nunes Marques. O ministro Gilmar Mendes proferiu o voto decisivo que garantiu a unanimidade, embora com ressalvas. Continuam presos o cunhado de Vorcaro, Fabiano Zettel, apontado como operador financeiro, e o escrivão aposentado da Polícia Federal (PF) Marilson Roseno da Silva, investigado por auxiliar no acesso a informações sigilosas.
O ministro Dias Toffoli, membro do colegiado, declarou-se suspeito e não participou do julgamento. Sua suspeição decorre de sua sociedade no resort Tayayá, no Paraná, empreendimento adquirido por um fundo de investimentos ligado ao Banco Master e sob investigação da Polícia Federal.
Mudança de Estratégia e Acordo de Delação
Na semana passada, após a formação da maioria no Supremo, Daniel Vorcaro alterou sua representação legal. A banca do advogado Pierpaolo Bottini, conhecido crítico de delações, foi substituída por José Luis Oliveira, um dos criminalistas mais renomados do país, sinalizando a intenção do banqueiro em firmar um acordo de delação premiada.
Recentemente, Vorcaro foi transferido da Penitenciária Federal em Brasília para a carceragem da superintendência da Polícia Federal. Essa mudança é vista como o primeiro passo nas negociações para formalizar a colaboração premiada com os delegados responsáveis pela investigação e a Procuradoria-Geral da República (PGR).


