A ministra Marina Silva (Meio Ambiente) passou a dar sinais de que poderá ficar na Rede Sustentabilidade para disputar o Senado por São Paulo.
Ela disse ao Painel que não desistiu do partido e comparou a política a um bioma, em que as legendas seriam ecossistemas.
“Estou lutando para manter o ecossistema Rede. Queremos que a Rede volte a ser o que ela era, um partido que defende a pluralidade. Não decidi ainda pela saída”, afirmou.
Fundadora do partido, Marina lidera uma ala interna que rivaliza com a direção partidária, comandada pela deputada federal Heloisa Helena (RJ).
Nos últimos meses, o grupo da ministra discutiu a migração para outras legendas, dizendo ser vítima de práticas autoritárias da corrente adversária.
Mais recentemente, no entanto, o cálculo mudou. Vários aliados de Marina na direção decidiram ficar na Rede, em vez de abrir mão de fazer a disputa interna. Além disso, obtiveram decisões judiciais favoráveis para anular atos considerados arbitrários do grupo de Helena.
Há também um cálculo eleitoral: com a ida de Simone Tebet para o PSB para se candidatar ao Senado, essa opção praticamente se fechou para a ministra, uma vez que a legenda socialista não poderá indicar os nomes para as duas vagas em disputa.
O retorno ao PT traria problema parecido, pois a legenda já terá Fernando Haddad como candidato ao governo. Por outro lado, migrar para o PSOL faria pouco sentido prático, já que a sigla já está federada com a Rede.
Alguns integrantes do grupo de Marina, no entanto, já iniciaram o que vem sendo chamado de uma “diáspora” por outras legendas.
A deputada estadual paulista Marina Helou filiou-se nesta sexta-feira (20) ao PSB. Em Roraima, a presidente da Funai, Joenia Wapichana, negocia filiação ao PDT, para disputar mandato de deputada federal.
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