O presidente Lula (PT) usou, pela primeira vez, um boné vermelho com a mensagem “Pelo fim da escala 6×1”, um dia após o governo enviar ao Congresso Nacional a proposta de redução de jornada de trabalho semanal.
O adereço foi dado ao presidente por representantes de centrais sindicais, durante encontro com os grupos nesta quarta-feira (15) no Palácio do Planalto.
O envio de um texto próprio da equipe de Lula ocorreu após parte do governo avaliar que as propostas que tramitam atualmente na Câmara (hoje em formato de PEC (proposta de emenda à Constituição) estavam sendo postergadas. O texto foi enviado em regime de urgência constitucional, quando há pazo de 45 dias para apreciação dos parlamentares.
Lula se reuniu com o presidente da Casa, Hugo Motta (Republicanos-PB), horas antes de encaminhar a proposta, para alinhar a deliberação sobre o tema no Legislativo. Apesar do acordo em torno do envio do projeto de lei (formato que tem andamento mais rápido) do governo, Motta disse que manteria o calendário de tramitação da PEC.
Em ocasiões públicas anteriores, Lula usou o boné elaborado anteriormente por sua equipe, de cor azul, que estampava a frase “O Brasil é dos brasileiros”, alinhado ao mote de soberania nacional adotado pela gestão.
No encontro desta quarta, que ocorre todos os anos, os grupos apresentaram uma lista de reivindicações — desta vez, foram 68 demandas levadas ao presidente. Entre elas, está o combate à pejotização, regulação do trabalho por aplicativo, bem como a redução da jornada 6×1.
O documento com a lista de reivindicações para o período de 2026 a 2030 é assinado por CUT, Força Sindical, UGT, CTB, NCTS, CSB, Intersindical e Pública.
Ainda no evento, Lula encaminhou ao Congresso um projeto de lei que dispõe sobre as negociações de trabalho no setor público e a representação sindical dos servidores e empregados públicos, com o objetivo de regulamentar direitos de negociação do serviço público.
No texto enviado pela equipe de Lula estão previstos pontos como a garantia de duas folgas por semana, o limite máximo de 40 horas semanais (hoje são 44 horas) e a não redução do salário.
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