O Dia Nacional de Prevenção e Combate à Hipertensão Arterial, celebrado em 26 de maio, serve como um alerta crucial para uma condição de saúde que, de acordo com a Organização Mundial da Saúde (OMS), transcende faixas etárias, afetando cada vez mais adolescentes e crianças, além de adultos e idosos. Conhecida popularmente como pressão alta, a hipertensão é uma doença crônica caracterizada por níveis elevados da pressão sanguínea nas artérias.
O Que é Hipertensão Arterial?
O Ministério da Saúde explica que a pressão alta exige um esforço cardíaco superior ao normal para distribuir o sangue pelo corpo. Essa sobrecarga eleva significativamente os riscos de acidente vascular cerebral (AVC), enfarte, aneurisma arterial e insuficiência renal e cardíaca, sendo um dos principais fatores de risco para essas condições.
Fatores de Risco e Hereditariedade
Em aproximadamente 90% dos casos, a hipertensão arterial é herdada geneticamente. Contudo, diversos fatores podem influenciar os níveis de pressão arterial, incluindo tabagismo, consumo de bebidas alcoólicas, obesidade, estresse, elevado consumo de sal, níveis altos de colesterol e sedentarismo, que podem agravar ou precipitar o desenvolvimento da doença.
Novas Diretrizes e o Conceito de Pré-Hipertensão
Uma nova diretriz brasileira, elaborada pela Sociedade Brasileira de Cardiologia, pela Sociedade Brasileira de Nefrologia e pela Sociedade Brasileira de Hipertensão, redefiniu a aferição de 12 por 8. Antes considerada normal, agora indica um quadro de pré-hipertensão.
Essa reclassificação visa identificar indivíduos em risco precocemente e promover intervenções não medicamentosas proativas para prevenir a progressão da hipertensão. Para ser considerada normal, a pressão arterial deve ser inferior a 12 por 8. Valores iguais ou superiores a 14 por 9 ainda são classificados como hipertensão em estágios 1, 2 ou 3, dependendo da avaliação médica.
Sintomas e Diagnóstico
Geralmente, os sintomas da hipertensão arterial só se manifestam quando a pressão atinge níveis muito elevados, podendo incluir dores no peito e de cabeça, tonturas, zumbido no ouvido, fraqueza, visão embaçada e sangramento nasal.
A única maneira eficaz de diagnosticar a hipertensão é medir a pressão arterial regularmente. O Ministério da Saúde recomenda que pessoas acima de 20 anos realizem a medição anualmente. Indivíduos com histórico familiar de pressão alta devem aferir a pressão no mínimo duas vezes ao ano.
Tratamento e Acesso a Medicamentos
A pressão alta não tem cura, mas possui tratamento e pode ser controlada. A escolha do método mais adequado para cada paciente é uma prerrogativa do médico.
O Sistema Único de Saúde (SUS), por meio das unidades básicas de saúde (UBS) e do programa Farmácia Popular, disponibiliza medicamentos para o tratamento da hipertensão arterial. Para a retirada, são necessários documento de identidade com foto, CPF e receita médica válida por 120 dias, emitida por profissionais do SUS ou de hospitais/clínicas privadas.
Prevenção: Adote um Estilo de Vida Saudável
Além da medicação, a adoção de um estilo de vida saudável é fundamental na prevenção e controle da hipertensão. Isso inclui manter o peso adequado através de novos hábitos alimentares, usar outros temperos que realcem o sabor dos alimentos sem abusar do sal, praticar atividade física regularmente, aproveitar momentos de lazer, abandonar o fumo, moderar o consumo de álcool, evitar alimentos gordurosos e controlar o diabetes.


















