Por aqui, estamos na torcida para que ela repita o feito do Globo de Ouro, quando ganhou, há pouco mais de um mês, o prêmio de melhor atriz. Naquela noite, festejamos duplamente: além da estatueta de Fernanda, vimos, ao seu lado, apenas mulheres acima dos 50 anos concorrerem à estatueta de Melhor Atriz. Um fato histórico, sem dúvida, ao menos no Globo de Ouro. Mas se engana quem achou que o mesmo vem acontecendo no Oscar.
Segundo a pesquisa, desde 1930, ou seja, há 95 anos, apenas 19% das vencedoras na categoria de Melhor Atriz tinham 50 anos. Enquanto isso, 34% dos vencedores do prêmio de Melhor Ator eram 50+, mostrando uma diferença de gênero de 15 pontos percentuais.
A coisa fica ainda pior para a categorias de Coadjuvantes, onde 43% dos vencedores são do sexo masculino e 24% das vencedoras do sexo feminino têm mais de 50, uma diferença de gênero de 19 pontos. Além do cinema, a pesquisa também revela a mesma falta de representatividade na TV. Ela fala, por exemplo, que nos EUA, personagens masculinos superam significativamente os femininos na faixa dos 50+ anos: 80% em filmes, 75% na TV aberta e 66% em plataformas de streaming. E que o número de comédias românticas produzidas é infinitamente muito menor para personagens com mais de 50 anos – personagens mais jovens têm duas a três vezes mais probabilidade de vivenciar uma história de amor.
Para contornar o problema, o documento faz algumas sugestões. Entre elas, criar histórias em que as pessoas 50+ se sintam retratadas; escalar mulheres, especialmente as negras e não brancas, para papeis tradicionalmente masculinos, reforçando a diversidade de raça e gênero, incluindo também a comunidade LGBTQIA+; não tratar o envelhecimento como piada e, por último, não perpetuar uma ideia negativa sobre o envelhecimento mas sim promover o respeito e a valorizar todas as fases da vida.




















