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Home » Ilha africana “memória da escravidão” conta com turismo para ter renda
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Ilha africana “memória da escravidão” conta com turismo para ter renda

RedaçãoBy Redaçãomaio 5, 2026Nenhum comentário8 Mins Read
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Ilha africana “memória da escravidão” conta com turismo para ter renda
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Ainda no Porto de Dacar, capital do Senegal, na costa ocidental da África, a senegalesa Fama Sylla aborda visitantes que estão na fila para comprar o tíquete que garante uma vaga na balsa que os transporta até a Ilha de Gorée, em um trajeto de menos de meia hora.

“Que tal visitar o meu box de vendas lá? Tenho bijuterias e muitos itens típicos”, convida ela.

A Ilha de Gorée fica a cerca de 3 quilômetros do porto. O lugar é o ponto mais visitado por turistas em todo o Senegal. Gorée tem uma área de 17 hectares, isso equivale a menos de 25 campos de futebol. Desde 1978, é declarada Patrimônio Mundial da Humanidade pela Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura (Unesco).

O título é uma das explicações para Gorée ser epicentro do turismo em Senegal. A ilha ostenta uma carga histórica que a permite ser memória viva do período da escravidão de negros africanos.

Saída para as Américas

Pela localização privilegiada “de cara” para o Oceano Atlântico, foi usada por colonizadores europeus ─ portugueses, holandeses, ingleses e franceses ─ como entreposto para o tráfico de escravizados, que eram embarcados compulsoriamente para as Américas. Prática que vigorou dos séculos 15 ao 19.

 


Brasília (DF), 01/05/2026 - Vista da Ilha de Gorée. 
Foto: Bruno de Freitas Moura/Agência Brasil
Brasília (DF), 01/05/2026 - Vista da Ilha de Gorée. 
Foto: Bruno de Freitas Moura/Agência Brasil

Vista da Ilha de Gorée – Foto: Bruno de Freitas Moura/Agência Brasil

Os africanos que resistiam à travessia transoceânica tinham como fim uma vida de escravizado em locais como Brasil, Estados Unidos, Cuba, Haiti e no Caribe.

Em Gorée fica a Casa dos Escravos, construção de dois andares onde os africanos eram mantidos aprisionados antes de passar pela expressiva “Porta do Não Retorno”. Hoje o local é o centro mais palpitante da ilha e exerce a função de memória da escravidão.

A Agência Brasil já havia estado neste Patrimônio da Humanidade em 2023 e relatou em detalhes a visita à ilha.

Leia aqui: Ilha de Gorée, na África, é memória viva da escravização negra

Atualmente, Gorée tem cerca de 1,7 mil moradores, de acordo com o censo de 2023 da Agência Nacional de Estatística e Demografia (ANSD, na sigla em francês), que equivale ao Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).


Brasília (DF), 01/05/2026 - A vendedora Fama Sylla em frente ao seu ponto de venda na Ilha de Gorée.
Foto: Bruno de Freitas Moura/Agência Brasil
Brasília (DF), 01/05/2026 - A vendedora Fama Sylla em frente ao seu ponto de venda na Ilha de Gorée.
Foto: Bruno de Freitas Moura/Agência Brasil

A vendedora Fama Sylla em frente à sua loja na Ilha de Gorée – Foto: Bruno de Freitas Moura/Agência Brasil

Com o turismo, vem a renda

No fim de abril, um mês depois de as Nações Unidas terem declarado a escravidão de africanos como o mais grave crime já cometido contra a humanidade, a Agência Brasil voltou a Gorée e constatou que, para os menos de 2 mil moradores, o fluxo de dezenas de milhares de turistas que visitam a ilha anualmente é a oportunidade de conseguir alguma forma de ocupação e renda.

Já na ilha, Fama Sylla, a senegalesa que abordava visitantes ainda na fila do porto, deixa explícito o porquê do interesse em conseguir clientes.

“O turismo é muito importante aqui porque vivemos disso, vivemos do turismo”, conta.

Ela relata que o ponto de venda ─ muito parecido com as baias comuns em galpões e galerias que vendem artesanato no Brasil ─ é uma tradição da família.

“Temos uma loja que era da minha avó. Isso continua até hoje, passou para minha mãe e para nós, os filhos”, diz.

Bem perto do cais onde desembarcam os visitantes, Chaua Sall vende esculturas de madeira tradicionais do país. Algumas retratam animais emblemáticos do continente africano, como girafa e hipopótamo.

“Quero vender coisas bonitas para as pessoas”, diz ele, que veste um boubou, espécie de túnica tradicional na África Ocidental.

“Aqui você recebe turistas de vários lugares: França, Espanha, Brasil, Estados Unidos, Alemanha, Itália – pessoas do mundo todo vêm para a Ilha de Gorée”, lista Chaua. Além dele, o filho e o irmão também vivem do turismo em Gorée.

 


Brasília (DF), 01/05/2026 - Chaua Sall vende peças de artesanato na Ilha de Gorée.
Foto: Bruno de Freitas Moura/Agência Brasil
Brasília (DF), 01/05/2026 - Chaua Sall vende peças de artesanato na Ilha de Gorée.
Foto: Bruno de Freitas Moura/Agência Brasil

Chaua Sall vende peças de artesanato na Ilha de Gorée – Foto: Bruno de Freitas Moura/Agência Brasil

Leia mais: Por mais turismo e comércio, Brasil quer voo mais curto para o Senegal

Hospitalidade para atrair turistas

Aminata Fall tem uma estratégia para conquistar a atenção de turistas estrangeiros que circulam pela ilha. “Bom dia”, diz ela em português.

A vendedora aprendeu saudações e expressões em diversos idiomas. Uma forma de puxar assunto com os visitantes de fora do Senegal. No país, os idiomas falados são o francês ─ oficial, legado da colonização europeia ─ e o wolof, de raiz africana, muito falado nas ruas.


Brasília (DF), 01/05/2026 - A vendedora Aminata Fall trabalha com acessórios típicos na Ilha de Gorée. 
Foto: Bruno de Freitas Moura/Agência Brasil
Brasília (DF), 01/05/2026 - A vendedora Aminata Fall trabalha com acessórios típicos na Ilha de Gorée. 
Foto: Bruno de Freitas Moura/Agência Brasil

A vendedora Aminata Fall trabalha com acessórios típicos na Ilha de Gorée – Foto: Bruno de Freitas Moura/Agência Brasil

Ela conta que as únicas atividades econômicas do lugar são a pesca e o turismo. “As mulheres têm lojas, e os homens pescam ou trabalham como guias turísticos. É assim que trabalhamos aqui nessa pequena Ilha de Gorée. Não temos fábricas, nada além de turismo e pesca”, constata.

Ela enfatiza uma das principais características do povo de Gorée. “Somos muito gentis e acolhedores com pessoas do mundo todo que vêm visitar a Casa dos Escravos. E, depois da visita, se tiverem tempo, não as obrigamos a ir ao mercado, mas, se quiserem, podem passar lá para ver o que fazemos”, diz ela.

A característica citada por Aminata é algo que ultrapassa os limites da ilha e se espalha por todo o Senegal. Aliás, a seleção de futebol, que em 16 de junho estreará na sua quarta Copa do Mundo, é conhecida como “Leões de Teranga”.

Teranga é uma palavra do wolof que define a hospitalidade e o carisma dos senegaleses.

Arte tradicional

Um dos tours guiados por Gorée passa sempre no ateliê de Cheikh Sow. Ele utiliza uma técnica que combina cola e uma espécie de serragem em diversas cores para fazer quadros com paisagens e representações típicas africanas.

A demonstração “ao vivo” é uma oportunidade de convencer o turista a levar um exemplar. 

“Eu sou artista e deixei tudo para viver da pintura, para ganhar a vida com quadros, porque meus pais não tinham condições suficientes para nos sustentar”, conta em entrevista à Agência Brasil.

“Por isso, preferi estudar na escola de belas-artes e, assim, consigo ganhar a vida”, diz.

“Também temos mulheres, temos filhos, e, com essas pinturas, até tentamos construir casas para viver melhor. A ilha é realmente calma e tranquila, não há grandes problemas, como a poluição”, completa ele, que trabalha com outras pessoas no ateliê.

“Em relação à escravidão, procuramos deixar isso no passado. O essencial, para nós, jovens da ilha, é tentar todos os dias ganhar a vida da melhor maneira possível, sempre pelo caminho certo. É assim que vivemos hoje”, finaliza.

 


Brasília (DF), 01/05/2026 - Cheikh Sow, vendedor de quadros na Ilha de Gorée.
Foto: Bruno de Freitas Moura/Agência Brasil
Brasília (DF), 01/05/2026 - Cheikh Sow, vendedor de quadros na Ilha de Gorée.
Foto: Bruno de Freitas Moura/Agência Brasil

Cheikh Sow, vendedor de quadros na Ilha de Gorée – Foto: Bruno de Freitas Moura/Agência Brasil

Passado, mas presente

O guia Mamadou Bailo Diallo é mais um senegalês que vive do turismo. Ele conta que faz de um a dois tours guiados pela ilha diariamente.

Durante a vista na Casa dos Escravos, ele relembra a história do líder sul-africano Nelson Mandela (1918-2013), que passou 27 anos encarcerado durante o regime segregacionista do apartheid.

 


Brasília (DF), 01/05/2026 - Guia de turismo Mamadou Bailo Diallo, no museu Casa dos Escravos, na Ilha de Gorée. 
Foto: Bruno de Freitas Moura/Agência Brasil
Brasília (DF), 01/05/2026 - Guia de turismo Mamadou Bailo Diallo, no museu Casa dos Escravos, na Ilha de Gorée. 
Foto: Bruno de Freitas Moura/Agência Brasil

Guia de turismo Mamadou Bailo Diallo, no museu Casa dos Escravos, na Ilha de Gorée – Foto: Bruno de Freitas Moura/Agência Brasil

Mandela, conta Bailo Diallo aos visitantes, passou alguns minutos em uma cela usada para punição de escravizados e saiu do cubículo em lágrimas. Lágrimas que eventualmente o guia encontra nos rostos dos visitantes.

“Eu percebo que algumas pessoas brancas choram. A escravidão é vergonhosa para elas. É uma questão de humanidade, não de cor”, diz o guia de turismo à Agência Brasil.

Em Gorée há um marco em homenagem a Mandela, que se tornaria presidente da África do Sul anos após a visita. “Ao fazermos a nossa luz brilhar, oferecemos aos outros a oportunidade de fazer o mesmo”, registra a inscrição no monumento.

 


Brasília (DF), 01/05/2026 - Homenagem a Nelson Mandela, que chorou ao visitar a Ilha de Gorée.
Foto: Bruno de Freitas Moura/Agência Brasil
Brasília (DF), 01/05/2026 - Homenagem a Nelson Mandela, que chorou ao visitar a Ilha de Gorée.
Foto: Bruno de Freitas Moura/Agência Brasil

Homenagem a Nelson Mandela na Ilha de Gorée – Foto: Bruno de Freitas Moura/Agência Brasil

Reflexão e educação

Morador de Dacar, o engenheiro civil Daouda Ndiaye visitou a ilha a qual classifica como de grande importância, não só para o Senegal, mas para todo o continente africano.

“Este lugar representa uma memória viva, um capítulo doloroso da história que é essencial preservar para que nunca seja esquecido”, diz à Agência Brasil.

“Permite-nos homenagear os milhões de pessoas que sofreram e transmitir esta história às gerações futuras, para que possam aprender com ela”, completa.

Para o visitante, a ilha é um espaço de “memória, reflexão e de educação”.

“Visitar este lugar convida a uma profunda consciência das consequências humanas da escravatura e da importância de defender a dignidade humana em todo o mundo”, conclui.

 


Estudantes visitam Ilha de Gorée. Foto: Bruno de Freitas Moura/Agência Brasil
Estudantes visitam Ilha de Gorée. Foto: Bruno de Freitas Moura/Agência Brasil

Estudantes visitam a Ilha de Gorée – Foto: Bruno de Freitas Moura/Agência Brasil

Além de memória viva, Gorée é uma sala de aula a céu aberto. Ao longo do dia, excursões com centenas de alunos de escolas do Catar desbravam a ilha, transformado o turismo em educação, como sugere Daouda Ndiaye.

Desses grupos de crianças e adolescentes saem os sons de animação e alegria que atualmente fazem parte da trilha sonora da ilha, substituindo o sofrimento que tomava conta de Gorée séculos atrás.

*O repórter viajou a convite do Ministério da Integração Africana, Negócios Estrangeiros e Senegaleses no Exterior.


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