Estudantes da Universidade de São Paulo (USP) realizaram um novo ato na noite da última quarta-feira (13) na região central da capital paulista, reforçando a demanda por diálogo com a reitoria da instituição. A mobilização ocorre em meio a uma greve que se estende por quase um mês, buscando melhorias significativas nas condições universitárias.
Pautas Centrais do Movimento Estudantil
As principais reivindicações dos universitários incluem o reforço das políticas de permanência estudantil, o fim da terceirização dos restaurantes universitários, a instauração de um diálogo permanente sobre a gestão dos espaços acadêmicos, a priorização da educação e o encerramento dos cortes no orçamento da universidade. Heitor Vinícius, estudante de Ciências Sociais e membro do comando de greve do Diretório Central dos Estudantes da USP, destacou que a greve é pacífica e visa principalmente aprimorar a qualidade do ensino, combatendo a precarização educacional e a privatização de serviços públicos.
Histórico da Mobilização e Resposta da Reitoria
O movimento estudantil ocupou a reitoria no campus da Cidade Universitária na semana passada. Após a reintegração do local no último domingo, em um processo que os estudantes denunciaram como violento e com abuso de força policial, os protestos foram transferidos para o centro da cidade, como o realizado recentemente na Avenida Paulista até a Praça Roosevelt.
Em resposta à pressão, a reitoria da USP informou ter instituído uma Comissão de Moderação e Diálogo Institucional. O objetivo, segundo a universidade, é promover a abertura de um novo ciclo de interlocução com a representação estudantil, e a primeira reunião da comissão será agendada em breve.
Apoio ao Movimento Estudantil
A mobilização dos estudantes contou com o apoio de professores municipais, que também protestam por reajuste salarial, e de parlamentares de partidos de esquerda, ampliando o alcance e a representatividade do movimento contra as atuais políticas educacionais e de serviços públicos.
