
6ª fase da Compliance Zero mira alvos ligados a Vorcaro que intimidavam pessoas
A nova fase da operação Compliance Zero, deflagrada nesta quinta-feira (14) prendeu o pai de Daniel Vorcaro, Henrique Vorcaro, e pessoas ligadas às ações de Luiz Phillipi Mourão, sicário de Vorcaro.
O foco da ação de hoje são dois núcleos que faziam ações violentas e invadiam sistemas a mando de Daniel Vorcaro, segundo as investigações.
A PF chegou a suspeitos dos núcleos conhecidos como “A Turma” e “Os Meninos”, que cometiam crimes de intimidação, coerção, obtenção de informações sigilosas e invasões a dispositivos informáticos.
O blog apurou que o pai de Vorcaro atuava como um dos operadores financeiros e também, em alguns casos, demandava a turma diretamente — uma das razões que fundamentaram sua prisão hoje.
As suspeitas apuradas pela PF incluem crimes de ameaça, corrupção, lavagem de dinheiro, organização criminosa, invasão de dispositivos informáticos e violação de sigilo funcional.
Os investigadores também apuram se as ações de intimidação tinham como objetivo proteger interesses financeiros e dificultar o avanço das apurações relacionadas ao esquema investigado.
Pai de Daniel Vorcaro é preso em nova operação sobre o Banco Master
Reprodução
Segundo as investigações, Marilson recebia informações ilegalmente do policial federal Anderson Wander da Silva Lima, que trabalhava na Delegacia Especial de Polícia Federal no Aeroporto Internacional do Rio de Janeiro, o Galeão.
A PF identificou que a relação entre ambos existia desde agosto de 2023, com Anderson repassando informações internas para Marilson, não de forma “isolada”, mas “estável”.
” Os elementos até aqui coligidos revelam, em juízo de delibação, atuação de especial gravidade de Anderson Wander da Silva Lima. […] Nessa condição, detinha acesso privilegiado, atual e funcional aos bancos de dados oficiais, sendo precisamente por isso constantemente acionado por Marilson e, em tese, financeiramente retribuído”.
A decisão mostra que:
“O primeiro episódio concreto referido na representação data de 05/08/2023. Nesse dia, Marilson encaminhou a Anderson a fotografia do passaporte de Renata Alves Moreira e o questionou sobre sua eventual saída do país e, em caso afirmativo, o destino tomado”.
Segundo a narrativa policial, um colega de Anderson recusou-se a realizar a consulta, o que levou Wander a classificar o servidor como “babaquinha demais”. No mesmo dia, Anderson enviou áudio a Marilson afirmando que “a gente tem que ver se aquela outra meta lá avança”, pedindo que não fosse abandonado e solicitando ajuda.
Em resposta, Marilson informou que a situação de terça-feira já representaria um avanço (aos pleitos de Anderson por novas
demandas). Na data em que a equipe de Anderson estaria de plantão, ele encaminhou a Marilson áudios com as informações solicitadas, gravados por terceiro ainda não identificado, além de imagem de tela de sistema interno da Polícia Federal com dados de entrada e saída do país de Renata Alves.
Em juízo sumário, trata-se de evidência concreta de que Anderson não apenas tinha ciência da ilicitude da demanda, mas atuava para viabilizar e entregar o conteúdo reservado, inclusive mobilizando terceiros dentro da estrutura policial.”
A decisão fala em presente pra filha de Anderson.
“No dia seguinte, Marilson solicitou a chave Pix de Anderson para “mandar um presente pra filhota que passou no vestibular”. Em 11/08/2023, Anderson respondeu agradecendo, afirmando que “Nathalia adorou o presente”.
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