“A responsabilidade de verificação de autenticidade e próprio registro do CRM é da empresa terceirizada. A terceirizada nos mandava, eram documentos autênticos, contudo de outras pessoas e não desses dois indivíduos que se passavam por falsos médicos. Também foram feitas diversas entrevistas com corpo médico, corpo de enfermagem. Na sindicância, verificou-se que eles tinham condição técnica e que era impossível identificar qualquer falha deles na atuação, porque, sim, eles agiam de forma correta. Os prontuários médicos foram analisados pelo hospital e não há nenhum nexo de causalidade entre a atuação desses falsos médicos com as mortes. Todas as mortes já eram esperadas pelo estado clínico já degradado desses pacientes. E todas essas análises clínicas dentro do hospital foram multidisciplinares. Não só por eles no pronto-socorro e, sim, por médicos tanto da UTI quanto clínicos dentro do hospital”, diz Fábio Mariz, advogado do Hospital Jardim Helena.


