A conferência estadual de políticas públicas para mulheres em São Paulo, promovida pela gestão Tarcísio de Freitas (Republicanos) nos dias 21 e 22 de agosto, foi suspensa antes que as quase 500 participantes pudessem votar nas propostas prioritárias.
As participantes também não conseguiram escolher as delegadas paulistas que irão representar o estado na conferência nacional, que será realizada de 29 de setembro a 1º de outubro com o tema “Mais Democracia, Mais Igualdade, Mais Conquistas para Todas”.
Responsável pelo evento em São Paulo, a Secretaria de Políticas para Mulher diz que a escolha das delegadas não foi concluída porque houve inconsistência nas informações fornecidas pelos municípios e que serviriam de base para a votação.
Opositores ao governador Tarcísio e movimentos sociais já vinham criticando o fato de a conferência ser realizada de forma remota, por meio de um aplicativo.
Após o cancelamento, o Ministério das Mulheres publicou nota oficial nesta terça-feira (26), afirmando que havia argumentado com a comissão organizadora em São Paulo sobre a necessidade de realizar o evento presencial.
“Após quase dez anos sem a realização das conferências de políticas para as mulheres, seria ainda mais urgente assegurar a presença ativa das mulheres nesse processo”, diz a nota do ministério.
Já o CNDM (Conselho Nacional dos Direitos da Mulher) também se manifestou. O órgão, que é consultivo e deliberativo do governo federal, diz que a conferência em São Paulo foi suspensa de forma arbitrária e ficou “marcada por graves problemas técnicos e ausência total de acessibilidade”.
Segundo Lourdes Andrade Simões, representante do Conselho, houve falha na organização e problemas técnicos, como áudio.
“No momento da suspensão da conferência os microfones foram todos desligados, nenhuma mulher presente pôde se manifestar”, afirma Lourdes. “Jogar a culpa nos municípios é isentar a comissão organizadora de suas responsabilidades. O processo eleitoral das representantes do estado não foi preparado devidamente.”
A Secretaria estadual de Políticas para a Mulher ainda não definiu uma nova data para concluir todo o processo. “A suspensão da eleição não compromete o andamento dos demais trabalhos da conferência, que não foi cancelada”, diz a pasta.
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