A União das Associações Europeias de Futebol (Uefa) anunciou o cancelamento da edição deste ano da Finalíssima. O torneio, que colocaria frente a frente os campeões da Europa (Espanha) e da América do Sul (Argentina), foi inviabilizado pela escalada dos conflitos no Oriente Médio.
A partida estava originalmente agendada para 27 de março em Doha, no Catar. A decisão de suspender o evento foi comunicada neste domingo (15), em meio a tensões regionais que inviabilizaram a realização do confronto na localidade prevista.
Propostas e Recusas da Uefa
Por meio de nota oficial, a Uefa justificou que, apesar da dificuldade em realocar uma partida de tal importância em curto prazo, buscou “alternativas viáveis” que, no entanto, foram todas rejeitadas pela Associação de Futebol da Argentina (AFA).
Entre as sugestões da entidade europeia estavam a transferência do jogo para o Estádio Santiago Bernabéu, em Madri (Espanha), ou a realização do confronto em duas partidas – uma na capital espanhola e outra na Argentina, em 2028, antes da Copa América. Uma terceira proposta de realizar a decisão em campo neutro na Europa também não obteve a aceitação da federação argentina.
A Uefa ainda informou que a contraproposta da AFA era marcar a Finalíssima para depois da Copa do Mundo, mas essa opção foi considerada inviável devido à indisponibilidade de calendário dos espanhóis. Além disso, os argentinos declararam disponibilidade para jogar “exclusivamente em 31 de março, data que se revelou inviável”, contrariando o combinado inicialmente.
Posicionamento de AFA e Conmebol
Em nota conjunta com a Confederação Sul-Americana de Futebol (Conmebol), a federação argentina se manifestou, apontando que a sugestão de sediar o jogo em Madri “saltou aos olhos” e foi rejeitada por “ferir o princípio da equidade esportiva”.
Sobre a ideia de um duelo em sede neutra, as entidades sul-americanas afirmaram que aceitaram a proposta “sem objeções, a exceção da data, com a sugestão do dia 31 de março, apenas quatro dias após a proposta original”. O local sugerido pela AFA e Conmebol para essa eventual partida neutra foi a Itália.
A AFA e a Conmebol, por fim, lamentaram que, “apesar dos esforços realizados e da vontade manifestada de disputar a partida em terreno neutro desde o primeiro momento”, não foi possível manter a realização da Finalíssima. A Uefa, por sua vez, agradeceu às autoridades do Catar, ao Real Madrid e à Federação Espanhola de Futebol pela flexibilidade demonstrada durante o processo de busca por alternativas.

















