O ministro Gilmar Mendes, do STF (Supremo Tribunal Federal), afirmou que o Brasil tem uma dívida com Alexandre de Moraes. Em meio a uma crise de imagem da corte em decorrência da investigação da fraude do Banco Master, o decano discursou em defesa da atuação do colega.
As declarações foram dadas na abertura da sessão do plenário desta quinta-feira (19). No próximo domingo (22), Moraes completa nove anos de sua posse no STF.
“O Brasil tem uma dívida para com vossa excelência, ministro Alexandre. As futuras gerações saberão reconhecê-lo”, disse.
Atualmente, os ministros Alexandre de Moraes e Dias Toffoli estão no centro dos desgastes, devido às menções localizadas no celular do ex-banqueiro Daniel Vorcaro, dono do Master. Ambos negam qualquer irregularidade.
As investigações encontraram a contratação, pelo Master, do escritório de advocacia de Viviane Barci de Moraes, mulher do ministro, por R$ 129 milhões no período de três anos.
“Vossa Excelência, que, com ânimo inquebrantável, já suportou nestes nove anos tantas tribulações em virtude da sua irretocável, proba e sacrificante atuação, terá forças para suportar tantas outras quantas surgirem”, disse Gilmar Mendes.
De acordo com o decano, o STF se orgulha e o povo brasileiro pode se tranquilizar por ter o ministro na corte. O ministro se emocionou ao final da fala.
Gilmar citou a relatoria da trama golpista de 2022, a presidência de Moraes no TSE (Tribunal Superior Eleitoral) naquele ano, o inquérito das fake news, as suspensões do X (ex-Twitter) e os embates com o bilionário Elon Musk, as sanções da Lei Magnitsky.
Antes, o presidente da corte, Luiz Edson Fachin abriu a sessão e as homenagens, lembrando que Moraes tomou posse em 22 de março de 2017 e a trajetória anterior do magistrado e casos relevantes relatados por ele.
Ao citar o caso que culminou na condenação e prisão de Jair Bolsonaro (PL), militares e aliados por tentativa de golpe, o presidente falou da coragem de conduzir o processo para que, ao final, a Constituição fosse reafirmada.
“Essa é a marca de um magistrado que compreende onde reside a força de uma corte: não em seus integrantes individualmente, mas na confiança que a sociedade deposita no método pelo qual ela decide. Nove anos dedicados a esse método, a essa Casa e a essa República que é de todos”, disse Fachin.
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