Indignada com a possibilidade de ser cassada, a vereadora de São Paulo Janaína Paschoal (PP) diz que poderá ir à OEA (Organização dos Estados Americanos) diante de eventual decisão negativa do TRE (Tribunal Regional Eleitoral).
O seu partido, o PP, corre risco de ter a bancada na Câmara Municipal cassada, em ação na qual é acusado de lançar candidaturas femininas fictícias nas eleições de 2024 para cumprir a cota mínima de gênero.
A decisão, segundo ela, penaliza somente mulheres.
“O último colocado da chapa [do PP] foi um homem. As cinco mulheres questionadas [na Justiça Eleitoral] tiveram mais votos que o último homem da chapa. Que política de proteção [às mulheres] é essa, porque ninguém foi perguntar para ele se entregou papelzinho na vizinhança”, diz Paschoal.
A vereadora diz que está recebendo relatos de candidatas que, durante a corrida eleitoral, adoeceram ou tiveram de lidar com doença de filhos e não conseguiram fazer campanha.
“Não estou falando só do meu caso. Estou para cair, mas estou falando das dezenas de casos que estou recebendo. Mulheres simples estão engolindo esta pena indecente de oito anos de inelegibilidade”, disse a vereadora.
Relator do caso no TRE, o desembargador Cláudio Langroiva Pereira apresentou voto no qual pede a cassação e inelegibilidade das candidatas. O julgamento, nesta quinta-feira (26), foi interrompido após um pedido de vista dos outros dois desembargadores da turma.
A denúncia foi feita pela federação formada por PT, PC do B e PV, além do Solidariedade e do vereador Paulo Frange (MDB).
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