O prefeito de Maceió, João Henrique Caldas, conhecido como JHC, decidiu que renunciará ao mandato para a disputa do Governo de Alagoas ou de uma cadeira no Senado. O anúncio será feito na noite deste sábado (4) na entrega do Projeto Renasce Salgadinho, uma das maiores obras de seu mandato.
JHC ainda não definiu para qual cargo vai concorrer e mantém silêncio a respeito dessas movimentações. Ele deixou o PL, do qual era presidente, e se filou ao PSDB, levando junto a mãe, a senadora dra. Eudócia, a primeira-dama Marina Cândia, vereadores e outros aliados políticos.
O acordo foi costurado com auxílio de Teotônio Vilela Filho (PSDB), ex-governador e ex-senador de Alagoas, que intermediou as tratativas com o deputado federal Aécio Neves (PSDB).
Caso decida pelo Governo de Alagoas, JHC terá como adversário o ex-ministro dos Transportes Renan Filho (MDB). Caso decida ir ao Senado, enfrentará Renan Calheiros (MDB) e Arthur Lira (PP).
O comando da prefeitura ficará com o vice-prefeito Rodrigo Cunha (Podemos). Então senador, Cunha abriu mão da cadeira na bancada federal para concorrer como vice em 2024. A vaga foi para dra. Eudócia (PSDB), mãe de JHC.
Líder de JHC na Câmara Municipal, Kelmann Vieira (MDB) disse em publicação nas redes sociais que o prefeito foi “praticamente colocado para fora do PL por imposições descabidas e autoritárias, orquestradas por Arthur Lira”, em que não haveria a possibilidade de candidaturas da senadora dra. Eudócia, de Davi Davino Filho (Republicanos) ou de Marina Cândia, esposa de JHC.
Por meses, Kelmann defendeu que o prefeito seria de fato candidato ao Governo de Alagoas. Disse, ainda, que JHC teria afirmado que vota em Bolsonaro e que, de forma alguma, haveria acordo costurado com o presidente Lula (PT) e com envolvimento dos grupos do senador Renan Calheiros e de Arthur Lira, selado com a escolha de Marluce Caldas, tia de JHC, para o STJ (Superior Tribunal de Justiça).
O deputado federal Alfredo Gaspar, que é responsável pela relatoria da CPI (Comissão Parlamentar de Inquérito) do Congresso sobre fraudes do INSS (Instituto Nacional de Seguridade Social), assumiu a presidência da legenda no dia 25, data em que também se filiou, deixando o União Brasil.
Gaspar foi questionado pela Folha se manteria o plano de se candidatar ao Senado, mas não respondeu. Há a possibilidade de que ele seja o candidato da legenda ao governo, já que o PL pretende apoiar a candidatura de Lira ao Senado.
JHC também não participou do evento de pré-candidatura do ex-presidente da Câmara ao Senado, o que indicaria uma rusga entre os dois. Lira colocou panos quentes, dizendo que apoiava a candidatura de JHC.
No lado dos Calheiros, a situação parece definida: dobradinha entre pai e filho, na busca pela reeleição de Renan ao Senado e retorno de Renan Filho ao Governo de Alagoas, servindo como palanque para Lula.




















