O ex-senador Romero Jucá (MDB-RR) esteve em Brasília nas últimas semanas e foi fundamental para destravar o processo que pode condenar o ex-governador de Roraima Antonio Denarium (União Brasil) e torná-lo inelegível.
Jucá, que é pré-candidato a deputado federal, fez um périplo nos tribunais superiores para pedir celeridade no processo que está no TSE (Tribunal Superior Eleitoral) há mais de 20 meses.
Foram dois pedidos de vista –o último do ministro Kassio Nunes Marques, que paralisou o julgamento no final do ano passado. A expectativa era que ele devolvesse o processo à presidência da corte na volta do recesso do Judiciário, o que não aconteceu.
Na última quarta (8), durante o julgamento no STF (Supremo Tribunal Federal) sobre as eleições no Rio de Janeiro, o ministro Gilmar Mendes fez uma cobrança pública e, no dia seguinte, Nunes Marques liberou o processo. O julgamento foi marcado para 14 de abril.
“Porque tem votos pela cassação, o governador já saiu. Eu até não sei o que é a melhor solução, se é deixar ou não deixar”, disse Gilmar.
A chapa de Denarium e de Edilson Damião foi condenada quatro vezes por crimes eleitorais. A acusação é de uso da máquina pública para praticar ações proibidas no período eleitoral de 2022.
Na última decisão, o Tribunal Regional Eleitoral de Roraima cassou Denarium por abuso de poder político e econômico. É esta ação que tramita no TSE.
O agora ex-governador renunciou ao cargo para se candidatar ao Senado. Com isso, ele não pode mais perder o mandato, mas pode ficar inelegível por oito anos. Até agora, há dois votos favoráveis pela condenação do ex-governador.
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