A ministra da Cultura, Margareth Menezes, participou da 6ª edição da Teia Nacional dos Pontos de Cultura, realizada em Aracuz, Espírito Santo. O evento, que se estendeu de terça-feira a domingo, teve como eixo central a justiça climática, destacando a relevância dos saberes tradicionais e populares na preservação da biodiversidade e na construção de um modo de vida sustentável.

A Cultura como Vetor de Qualificação e Emancipação Social

Menezes reforçou que o investimento em cultura possui um potencial transformador significativo, capaz de promover a qualificação e a emancipação. Ela enfatizou que a cultura é feita por seres humanos, sendo um investimento que impulsiona a mudança, a geração de emprego e renda, e a autonomia, reconhecendo o impacto financeiro positivo do setor.

Cultura e a Urgência da Justiça Climática

A ministra detalhou como as diversas linguagens artísticas e culturais podem incidir na justiça climática, auxiliando na mudança de comportamento humano em relação à natureza. Ela ressaltou que, além dos exemplos de destruição, existem inúmeras memórias e práticas de preservação, especialmente entre povos originários e de terreiro, que oferecem caminhos para uma convivência mais harmoniosa com o meio ambiente.

Valorização e Fortalecimento das Culturas Tradicionais

Identidade e Legado dos Povos Originários

Margareth Menezes sublinhou a fundamental importância de valorizar as culturas dos povos originários e de matriz africana, que constituem a base da identidade cultural brasileira. Esses grupos são essenciais na transmissão de conhecimentos e memórias entre gerações, contribuindo significativamente para a formação social e cultural do país.

Políticas de Proteção e Investimento

O evento marcou o primeiro encontro para a construção do Plano Nacional das Culturas Indígenas e a assinatura de atos normativos, incluindo o decreto da Política Nacional para as Culturas Tradicionais e Populares. Essas iniciativas visam estabilizar e ampliar as políticas diretas para a cultura popular, garantindo proteção, qualidade e maiores investimentos na base produtiva cultural brasileira e na valorização de mestres e mestras, detentores de conhecimentos que precisam ser preservados.

Construção Dialógica do Plano Nacional das Culturas Indígenas

A ministra explicou que o Plano Nacional das Culturas Indígenas será construído através de um processo de diálogo e escuta atenta, reconhecendo a vasta pluralidade cultural e linguística dos povos indígenas, que englobam cerca de 300 línguas preservadas. A elaboração do plano contará com a colaboração do Ministério dos Povos Originários e a participação imperativa dos próprios povos indígenas.

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