O Ministério Público Federal arquivou procedimento de investigação contra o ex-ministro e ex-senador Aloysio Nunes Ferreira, que havia sido acusado de participação num esquema de propina pelo empreiteiro Léo Pinheiro, durante a Operação Lava Jato.
A denúncia foi feita por Pinheiro em sua delação premiada, firmada em 2019. O empreiteiro disse que em 2005 e 2006, houve acordo para que 5% do valor de duas obras da empresa na cidade de São Paulo, a Ponte Estaiada e o prolongamento de um túnel na Radial Leste, abastecem a campanha do então prefeito, José Serra.
Aloysio era chefe da Casa Civil e teria participado das negociações da propina. Hoje resposável pelo escritório da Apex em Bruxelas, ele sempre negou as acusações.
No dia 18 de fevereiro, o procurador Alexandre Jabur enviou comunicado a ele sobre o arquivamento de uma investigação de lavagem de dinheiro, por falta de provas. Uma acusação de corrupção passiva já havia sido encerrada, por prescrição.
“Diante das diligências realizadas, não foram apresentados indícios de materialidade suficientes para o início da persecução penal”, disse o procurador.
Segundo ele, a autoridade policial não encontrou indícios que corroborassem as acusações. “Vislumbra-se que a autoridade policial adotou todas as providências úteis e necessárias para o deslinde dos fatos narrados, não logrando, todavia, encontrar elementos suficientes que estribassem justa causa à deflagração de inquérito policial sobre os fatos”, concluiu.
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