Olten Ayres de Abreu, presidente do Conselho Deliberativo do São Paulo, atendeu a ESPN para uma entrevista exclusiva nesta quarta-feira (6). Entre os assuntos abordados, o dirigente deu a sua versão sobre a demissão de Ivana Zavatti, secretária que trabalhava no clube desde janeiro de 2021, mas cuja participação foi alvo de investigação interna no Morumbis.
De acordo com um procedimento interno aberto pelo presidente Harry Massis, a funcionária ligada a Olten mantinha uma rotina de trabalho à distância, com salário fixo e horários exatamente iguais todos os dias, sem variação. Por descumprir normas do São Paulo, ela foi desligada do quadro.
O presidente do Conselho Deliberativo do São Paulo admitiu que Ivana trabalhava sob sua gestão e explicou que ela foi contratada no início da gestão de Julio Casares já como funcionária remota. De acordo com Olten, o seu desligamento do clube é um movimento político e que visa feri-lo pessoalmente.
Olten Ayres, importante lembrar, é alvo da Comissão de Ética do São Paulo em caso relacionado a uma proposta de mudança estatutária que pode até excluí-lo do quadro associativo do clube. A sessão do conselho deliberativo sobre esse tema acontecerá na próxima semana.
“Era uma funcionária que se aposentou há muito tempo e trabalhou para mim no passado. Quando vim ao clube, achei que era de bom tom trazê-la para que me secretariasse pessoalmente, pois era uma pessoa da minha confiança e me ajudaria a coordenar minhas atividades no São Paulo”, falou o dirigente, em entrevista à ESPN.
“Depois, quando o atual presidente assumiu, a manteve neste posto, visto que ele mesmo tem quatro secretárias. Só que agora que há um pedido de afastamento meu e que tenho me oposto a muitas desmedidas que ele vem tomando, ele resolveu trazer o assunto à tona e, de maneira intempestiva e bastante política, a demitiu do posto de secretária. Na realidade, se não houvesse essa votação do dia 12, isso não teria acontecido”, completou.
Na mesma entrevista, o presidente do conselho também disse que prefere não usar o telefone celular e e-mail corporativos do São Paulo. A decisão foi incentivada por um diretor de comunicação do clube, por não confiar na segurança das informações.
“Não tinha confiança, e continuo não tendo, que utilizando um e-mail corporativo do São Paulo alguém não o acesse sabendo qual o tipo de conteúdo que meus e-mails pudessem ter”, explicou Olten Ayres.
“Celular eu devolvi de imediato, não quis utilizá-lo, pelos mesmos motivos”, continuou o dirigente, que não soube dizer se algum vazamento dessa natureza tenha acontecido. “Não sei se já houve algum caso, mas sempre houve uma preocupação muito grande dos dirigentes do São Paulo em relação a isso”.
Fonte: G1

