Em meio aos ataques que têm recebido nas redes, o Partido Liberal (PL) prepara uma ofensiva no debate da PEC que prevê o fim da escala 6×1. Uma estratégia é mostrar que a redução da jornada vai pesar no bolso do trabalhador.
O contra-ataque do partido é uma resposta a uma série de comentários que têm inundado as redes sociais de parlamentares bolsonaristas. As críticas se intensificaram após o texto ser aprovado na Comissão de Constituição e Justiça da Câmara dos Deputados.
A comissão especial será instalada nesta semana pelo presidente da Casa, Hugo Motta (Republicanos-PB). A determinação foi dada em meio a uma mobilização nas redes que atribui a Motta a intenção de adiar a análise do texto.
Os deputados vão usar o colegiado para tentar desidratar a proposta defendida pelo governo. A ideia é mostrar que a redução da jornada não trará benefícios ao trabalhador e que, no final, quem vai pagar a conta são os mais pobres. O objetivo é falar diretamente com o eleitor de direita e com o empresariado.
O PL também aguarda a instalação oficial da comissão para publicar inserções nas redes sociais com vídeos que questionam o fim da escala.
Um dos primeiros vai trazer o depoimento de mulheres que estão preocupadas com uma eventual redução do salário. Sob o lema “O Brasil que trabalha não pode parar”, o vídeo afirma que “reduzir a jornada pode prejudicar a vida da mulher trabalhadora”.
A PEC em discussão na Câmara prevê a redução das 44 para 40 horas semanais, com escala 5×2, sem redução de salário. Os empresários alegam, no entanto, que terão custos com o fim da 6×1.
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