[ad_1]

Há um ano, João Fonseca jogou as quartas do Rio Open, com apoio maciço da torcida, venceu o primeiro set mas não sustentou o ritmo e levou a virada de Mariano Navone. Nesta sexta-feira, pôde saborear a vingança com requintes ainda mais especiais. Também saiu atrás do placar, salvou então dois match-points de forma madura e ousada, barrando o argentino dentro em Buenos Aires. Mais uma atuação para colocar o mundo do tênis boquiaberto e esperançoso.

O próprio carioca admite que não jogou seu melhor. Havia muita tensão em quadra, com piso muito pesado pela chuva persistente. O brasileiro forçou demais no primeiro set e se viu atrás por 1/5, porém cortou seus erros e por muito pouco não encostou. Bem menos afoito, Fonseca subiu de nível no segundo set, ainda que não se livrasse dos perigos. Navone apostou na solidez, sacou com 3/2 e com 4/3. Aí fez pouco com o serviço e sentiu o peso das devoluções do garoto brasileiro, que o quebrou três vezes seguidas para levar ao terceiro set e enlouquecer a torcida brasileira.

A chuva fina deixava a quadra muito lenta e interrompeu a partida por duas vezes. O argentino quebrou logo no game inicial e por pouco não fez 3/0. Na hora do aperto, João usou o serviço. No entanto, não achava um caminho para se recuperar e se sentia pressionado mesmo com o saque. Com 3/5, permitiu 15-40 e aí maravilhou o próprio público local com winners devastadores. Na hora de sacar para o jogo com 5/4, Navone parecia já ter muitas dúvidas. O primeiro serviço sumiu e a profundidade dos golpes do brasileiro era um incômodo constante. Fonseca fechou na terceira tentativa, outra vez mostrando como consegue segurar a cabeça diante da pressão.

A vitória em cima do 47º do ranking, mais um top 50 para sua lista, deixou uma coisa muito clara: mesmo no saibro, em que os argentinos são tão temidos, ele é muito mais jogador que Navone. Aliás, também foi claramente superior a Tomas Etcheverry na estreia e soube como se reposicionar no plano tático diante do ‘chato’ Federico Coria, dosando muito mais a força depois de um primeiro set fraco.

A primeira semifinal de nível ATP de sua curtíssima carreira já garante a Fonseca a defesa dos 100 pontos que conquistou de forma inesperada no Rio Open do ano passado. Isso quer dizer que ele será pelo menos o 82º do mundo nesta segunda-feira e corre pouco risco de sair do top 100 caso não se dê bem no Jockey Club. Conheceremos a provável caminhada neste sábado, quando sai o sorteio da chave, com a baixa certa de Holger Rune e dúvidas sobre Lorenzo Musetti.

Pena que Thiago Wild não tenha acompanhado Fonseca e garantido uma semifinal toda brasileira, o que seria espetacular. Mesmo sem jogar tão bem, levou o primeiro set ao tiebreak e uma bola boba custou a derrota na parcial para o experiente Laslo Djere. Aí o sérvio ficou confiante e a coisa complicou. Com 2/4 no segundo set, Wild teve 15-40 para reagir e não aproveitou, ainda que o ex-top 30 tenha tido seus méritos.

Djere me parece um adversário mais perigoso que o próprio Navone, ainda mais se considerarmos o possível desgaste físico e mental de Fonseca, que vai para seu terceiro jogo em dias consecutivos. Esse garoto no entanto mostra, dia após dia, que tudo é possível.



[ad_2]

Share.
Leave A Reply

Exit mobile version