A final da Libertadores Feminina, disputada neste sábado (31), entre Corinthians e Cruzeiro, em Quito, no Equador, representa mais do que a disputa pelo título continental. Para jovens que sonham em construir uma trajetória no futebol, a competição também é uma oportunidade de acompanhar de perto algumas das principais jogadoras da América do Sul. É o caso de Valentina Cruz, de apenas 16 anos, que participa do torneio como gandula e atuou nas semifinais, disputadas na última quarta-feira. Ela é jogadora da base da LDU, um dos principais clubes do país, que também disputou o torneio.
A adolescente contou sobre a experiência de estar à beira do campo durante os jogos e a admiração pela intensidade das atletas, que se tornaram referências para quem está começando no esporte.
— É uma intensidade enorme. Me encanta como correm atrás de cada bola. Na verdade, aprendo com todas, vendo como se movimentam em campo, como correm e como jogam. É tudo maravilhoso. Espero muito em breve também estar jogando contra elas. É algo incrível — afirmou, em entrevista à N Sports,
Valentina explicou que a participação como gandula acontece por meio de uma seleção semanal, na qual são definidos os jovens que trabalharão nas partidas. A adolescente contou que atua no meio-campo, nas funções de volante e meia.

Inspiração dentro de campo
Ao longo da competição, Valentina teve a oportunidade de observar diferentes equipes e destacou duas jogadoras que chamaram sua atenção. Uma delas foi a camisa 7 do Olimpia, Pamela Villalba. O time do Corinthians também a impressionou.
“É uma intensidade enorme. Me encanta como correm atrás de cada bola. A verdade é que aprendo com todas, vendo como se movimentam em campo, como correm atrás da bola. É tudo maravilhoso”, descreve. “Espero muito em breve também estar jogando contra elas. É algo incrível”, completa.
Diferença em relação ao Brasil
A presença de Valentina à beira do campo chama atenção também por uma diferença em relação ao futebol brasileiro. Desde 2004, a Confederação Brasileira de Futebol (CBF) estabelece restrições à participação de menores de idade na função de gandula em competições profissionais. Atualmente, a entidade exige que os responsáveis pela reposição das bolas tenham pelo menos 18 anos, sejam identificados e recebam treinamento para a atividade.
Fonte: Abril

