O Ibovespa teve desvalorização de 1,40% nesta terça-feira, 3, recuando para os 165,5 mil pontos. No primeiro pregão do mês, a bolsa de valores brasileira operou de olho na decisão do Copom, que acontece nesta quarta-feira, 4. As expectativas estão divididas entre manutenção e corte dos juros, o que mantém os investidores mais cautelosos e ajuda a pressionar os ativos locais.
No mercado doméstico, também pesa a falta de novas sinalizações sobre a condução fiscal e a composição da equipe de governo. “Enquanto essas definições não aparecem, aumenta a incerteza e os investidores encontram poucos gatilhos para uma recuperação mais consistente”, afirma Fernando Bresciani, analista de investimentos do Andbank.
A agenda econômica ainda contou com a divulgação do Boletim Focus semanal. Os analistas consultados pelo Banco Central aumentaram a estimativa para a taxa Selic, de 11,75% para 12,50% ao ano, enquanto a previsão de expansão do Produto Interno Bruto (PIB) passou de 1,31% para 1,20%. Já a expectativa de inflação em 2027, medida pelo Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), subiu de 4,34% para 4,76%, na segunda semana consecutiva de alta.
Entre as demais ações de peso no principal índice da B3, os bancos operaram majoritariamente no negativo. O Bradesco (BBDC4) liderou as perdas, com baixa de 2,09%, seguido pelo Banco do Brasil (BBAS3), que recuou 1,70%. O Itaú (ITUB4) caiu 0,59%, enquanto o Santander (SANB11) nadou em direção contrária e teve valorização de 2,17%.
No exterior, os mercados operam de forma mista, com cautela diante das votações no Congresso americano. O petróleo Brent recua levemente e fica aos 104 dólares por barril, ainda sem uma definição nas negociações envolvendo Estados Unidos e Irã. O dólar, por sua vez, encerrou em alta e ficou cotado a 5,49 reais, o nível mais alto desde dezembro do ano anterior.
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Fonte: Abril


