O diretor de equipe da Ferrari, Fred Vasseur, teve uma conversa com Lewis Hamilton e Charles Leclerc após trocas de farpas e tensões durante e depois do GP do México. Em entrevista coletiva nesta sexta, 6, antes do GP de São Paulo, o chefe da escuderia italiana reconheceu as diferentes personalidades dos pilotos, mas reforçou a importância de colocar a equipe em primeiro lugar e o respeito entre eles.
“São dois competidores com espírito de luta, com certeza, mas precisam ter respeito um pelo outro e, principalmente e em primeiro lugar, respeitar a marca, a equipe, as pessoas trabalhando na fábrica e na pista. Estamos colocando muito esforço nisso e a mensagem foi clara”, declarou Vasseur sobre a conversa que teve com Hamilton e Leclerc após o GP do México.
“Com certeza temos dois caras experientes e competitivos. Já faz quatro ou cinco corridas seguidas que estamos na frente, e essa escalada é natural quando ambos querem vencer corridas. Acho que é o lado negativo de ter dois pilotos competitivos largando um ao lado do outro todo fim de semana. Mas se estamos onde estamos hoje, é porque temos dois pilotos muito próximos, e cabe a nós gerenciar isso. É uma escolha de alinhamento de pilotos, com prós e contras”, continuou o chefe da Ferrari.
Na corrida na capital mexicana, a Ferrari desperdiçou a chance de uma dobradinha no pódio com Leclerc sofrendo uma punição por conta de uma disputa com Hamilton. Em entrevista pós-corrida, o inglês afirmou que considera que o parceiro de equipe disputa de forma mais dura com ele do que com outros ex-companheiros de equipe.
Questionado sobre o relacionamento dos pilotos com outros parceiros de equipe, Vasseur declarou: “Não dá para comparar a relação entre o Carlos [Sainz] e o Charles, ou Charles e Lewis, ou Lewis e [Valtteri] Bottas no passado. Eles têm personalidades diferentes. Provavelmente em termos de idade e experiência o Charles estava um pouco mais próximo do Carlos, e é assim mesmo.”
“Não estou pedindo para serem melhores amigos — acho que isso seria até negativo. Só peço que atuem e trabalhem como profissionais”, completou.
Também presente na coletiva, Toto Wolff, diretor de equipes da Mercedes, relembrou a situação pessoal vivida quando Hamilton, ainda pela equipe alemã, e Nico Rosberg viveram momentos conturbados: “O Fred [Vasseur] não precisa de conselhos meus, mas é engraçado porque vocês me fizeram exatamente a mesma pergunta por quantos anos? 13, 14, 15, 16 anos… Foi quando o Nico decidiu parar! Quatro anos exatamente na mesma situação.”
“Às vezes, quando você coloca dois pilotos fortes na equipe, os melhores têm personalidades marcantes e querem vencer. Essa é uma situação que é sempre boa e sob os holofotes da mídia quando esses carros disputam na frente. Nesse aspecto, me identifico muito com o que o Fred está passando no momento. E acho que às vezes são necessários momentos bem difíceis, como o último, para impor um limite. Sempre que eu estava lá com o Lewis e acontecia um acidente, ficava entendido que ali era o limite e que não continuaria daquele jeito”, completou Wolff.
No Brasil, Hamilton e Leclerc disputam o GP de São Paulo neste domingo, 8, às 14h (horário de Brasília).
Fonte: Abril


