
Carla Machado renunciou ao cargo de prefeita de São João da Barra, no RJ
Reprodução/Redes sociais
O Partido dos Trabalhadores do Rio de Janeiro anunciou que irá instaurar uma Comissão de Ética para analisar e punir o voto da deputada Carla Machado, que contrariou a orientação da sigla na sessão da segunda-feira (8) da Assembleia Legislativa do RJ (Alerj).
A deputada foi a única da bancada petista a votar pela revogação da prisão do presidente da Casa, Rodrigo Bacellar (União Brasil).
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Na nota divulgada nesta segunda, o PT afirma que a decisão de Carla Machado representa uma “reiterada desconsideração das orientações partidárias” e que isso “fragiliza a unidade do PT e compromete a confiança necessária à ação política conjunta”.
O partido destacou ainda que, “respeitando o devido processo estatutário e assegurando à deputada a ampla defesa e o contraditório, o diretório instaurará Comissão de Ética para apurar e punir as transgressões às decisões e orientações partidárias”.
Entre as críticas à postura da deputada, o PT afirmou que “a construção partidária é coletiva e pressupõe compromisso com as deliberações democráticas do partido, a unidade programática e a coerência política”.
PT instaura Comissão de Ética para ‘apurar e punir’ deputada que contrariou orientação em votação que livrou Bacellar da prisão
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Votação
A Alerj decidiu revogar a prisão de Bacellar por 42 votos a 21, com duas abstenções. O presidente da Assembleia foi preso no dia 3 de dezembro pela Polícia Federal durante a Operação Unha e Carne.
Segundo a PF, ele é suspeito de vazar informações sigilosas da Operação Zargun, deflagrada em setembro, que levou à prisão do então deputado estadual TH Joias.
Plenário da Alerj decide revogar prisão de Bacellar
A prisão e o afastamento de Bacellar da presidência da Alerj foram determinados pelo ministro Alexandre de Moraes, do STF.
Na votação, partidos como União Brasil, PP, Solidariedade, Republicanos, PRD, Podemos, PMN, PMB, PDT, Avante e Agir votaram integralmente pela revogação. Já siglas como PT, PSD, PSOL, PSB e PCdoB tiveram maioria — ou totalidade — de votos pela manutenção da prisão. O PL ficou dividido: 14 votos pela revogação e 3 pela manutenção.


















