Antes de embarcar para Washington, valeria a pena que Lula lesse as conversas de seus antecessores com os presidentes americanos.
São parecidas, com o brasileiro apresentando algum tipo de pleito.
O ponto fora da curva foi o encontro do general Emílio Médici com Richard Nixon. Médici só lhe fez uma insinuação, embutindo um pedido, a promoção a general do coronel Arthur Moura.
Descendente de açorianos, o coronel Moura falava um português impecável e transitava com rara facilidade, do porão ao Alto Comando.
Nixon atendeu o pedido, em termos claros: “Isto é uma ordem e não quero ouvir conversas de burocratas”.
Moura foi a general e ficou no Brasil até 1975. Mais tarde, trabalhou na empreiteira Mendes Júnior.
Um diplomata que serviu a esse tempo na embaixada contou: “O verdadeiro orientador político da embaixada era o general Moura. Eu participei de reuniões que ele praticamente presidia”.
Moura era um protegido do general Vernon Walters a quem conheceu como tenente. Em 1971, Walters foi o intérprete da conversa de Médici com Nixon e dias depois escreveu ao amigo: “Arthur, a tua estrela está garantida”.
A pássaro no Post
Em 2013, quando Jeff Bezos comprou o diário Washington Post, sua entrada no negócio foi saudada como uma redenção.
Bastaram três anos para que o encanto se quebrasse.
O jornal anunciou que demitirá um terço de seus funcionários. Sua redação, que tem cerca de 800 jornalistas, mandará embora 300.
O Post esteve nas mãos de um banqueiro, cujo genro era considerado um gênio, até que começou a ter um comportamento errático e meteu uma bala na cabeça.
O Post ficou para a herdeira Katharine Graham (1917-2001), uma simples viúva rica.
Foi com ela que o Post viveu seus dias de glória, com o escândalo do Watergate. Kay Graham foi tudo isso e também a mais requisitada figura da vida social no serpentário de Washington.
LINK PRESENTE: Gostou deste texto? Assinante pode liberar sete acessos gratuitos de qualquer link por dia. Basta clicar no F azul abaixo.



















