Close Menu
portalnardelazuoz.com.brportalnardelazuoz.com.br
  • Home
  • Notícias
  • Celebridades e TV
  • Economia
  • Saúde
  • Política
  • Moda
  • Tecnologia
  • Entretenimento
  • Esporte
  • Futebol
Facebook X (Twitter) Instagram
Facebook X (Twitter) Instagram Vimeo
portalnardelazuoz.com.brportalnardelazuoz.com.br
Subscribe Login
  • Home
  • Notícias

    Moraes pede parecer da PGR sobre proibição de visitas a Bolsonaro

    agosto 4, 2026

    Petróleo cai mais de 5% e brent vai abaixo de US$ 80 com possível reabertura de Ormuz

    agosto 4, 2026

    Eventos climáticos extremos desafiam concessionárias de energia

    agosto 4, 2026

    Lula conversa com Putin sobre comércio e geopolítica

    agosto 4, 2026

    Após ajuste por guerra e IA, agosto traz oportunidades em BDRs; confira os preferidos

    agosto 4, 2026
  • Celebridades e TV
  • Economia
  • Saúde
  • Política
  • Moda
  • Tecnologia
  • Entretenimento
  • Esporte
  • Futebol
portalnardelazuoz.com.brportalnardelazuoz.com.br
  • Formulário de Contato
  • Sobre nós
  • Política de privacidade
Home » Silêncio e inação são agravantes da crise climática – 14/03/2026 – Candido Bracher
Política

Silêncio e inação são agravantes da crise climática – 14/03/2026 – Candido Bracher

RedaçãoBy Redaçãomarço 15, 2026Nenhum comentário6 Mins Read
Facebook Twitter Pinterest LinkedIn Tumblr WhatsApp VKontakte Email
Silêncio e inação são agravantes da crise climática – 14/03/2026 – Candido Bracher
Share
Facebook Twitter LinkedIn Pinterest Email


Em maio de 1968, na Sorbonne, em Paris, um manifestante irrompe na sala da aula de geometria e dirige-se aos alunos: “Como vocês podem ficar aqui, aprendendo essa ciência burguesa, enquanto o futuro se decide nas ruas!?”. O professor pede ao jovem que se sente por três minutos apenas. Vai à lousa, escreve umas poucas fórmulas e oferece o giz ao manifestante dizendo: “Essa é a demonstração burguesa do Teorema de Pitágoras; por favor, escreva a demonstração socialista”.

Essa anedota foi contada pelo jovem e carismático professor de geometria do Colégio Santa Cruz, Astor, no início dos anos 1970. Lembrei-me dela recentemente ao ler uma entrevista do presidente do IPCC —o painel intergovernamental de mudanças climáticas— em que ele afirma: “São a química e a física que determinam que é necessário reduzir a zero as emissões líquidas [de gases de efeito estufa] se desejamos conter o aquecimento global; e isso não é uma escolha política”.

Assim como o Teorema de Pitágoras não é burguês, tampouco a ciência climática é de esquerda. Não há regime político capaz de alterar a evidência física de que o aumento da concentração de CO2 no ar provoca o aquecimento da atmosfera.

O que causa espanto não é ser necessário ao presidente do IPCC afirmar essa obviedade, afinal teorias conspiratórias, mesmo as mais absurdas, são abundantes e precisam ser confrontadas, especialmente em situações de polarização. O que realmente choca é constatar a precariedade do debate global sobre a forma e o ritmo em que as emissões devem ser reduzidas.

Pior que isso é verificar que o assunto vai se tornando “fora de moda”; ficando progressivamente restrito a um grupo de “partisans” que enfrenta dificuldades crescentes em capturar a atenção do establishment político e econômico. O tema vai se tornando desagradável e socialmente tóxico. Uma pessoa educada faria melhor em evitar o assunto, para poupar constrangimento a seus interlocutores.

Não se trata mais apenas de negacionismo; trata-se de aversão.

Evidência clara dessa evolução é a afirmação do presidente mundial da Nestlé, em recente entrevista ao Financial Times: “Se você pensar nisso em retrospecto, cinco ou três anos atrás, em reuniões com investidores, surgiam muitas perguntas sobre sustentabilidade. De alguma forma, nos EUA, isso simplesmente saiu completamente de pauta. Em todas as reuniões com investidores das quais participei, ninguém pergunta —ninguém mesmo, talvez um— sobre sustentabilidade”.

Talvez o sinal mais claro da tendência seja o surgimento do neologismo “greenshushing” que descreve a nova postura das empresas de silenciar sobre as suas iniciativas “verdes”, para não atrair oposição de governantes e investidores.

Como explicar essa negligência coletiva em reagir a uma ameaça cujas evidências são cada vez mais claras?

Já escrevi outras vezes sobre as diversas formas como a indústria e os países produtores de combustíveis fósseis sabotam sistematicamente os esforços de articulação de uma estratégia global para o enfrentamento do problema. Continuo acreditando firmemente nisso, mas as evidências crescentes do desinteresse coletivo no assunto levam-me a pensar que devemos buscar a explicação também em nós mesmos, na nossa própria resistência a reconhecer uma ameaça, especialmente uma que requeira nossa reação.

Um colega de faculdade certa vez resumiu situações como essa, em uma frase simples e incômoda: “chato não é a porta trancada; chato é a chave por dentro”.

Há um conforto inegável no esquecimento do perigo, que só se sustenta através do silêncio coletivo. É a busca da preservação desse conforto que nos leva a reagir contra quem previne, ou nos convoca à ação. A mentira coletivamente compartilhada vai se tornando verdade e requer o silenciamento dos alertas, seguindo a recomendação da mãe do Bambi para o filho, no desenho da Disney: “Se você não tem nada agradável a dizer, então não diga nada”.

Esse comportamento que pode parecer apenas uma atitude psicológica difusa já tem produzido consequências graves e de difícil reversão. Há poucas semanas, os EUA revogaram o fundamento legal que permite ao Estado regular emissões de veículos e indústrias.

Fizeram-no de tal forma que —em a medida sendo confirmada pela Suprema Corte de maioria conservadora— um novo presidente terá grandes dificuldades em recuperar essa capacidade de ação. Além disso —em um gesto que parece destinado a humilhar os opositores—, determinaram que o Departamento de Defesa passe a adquirir energia gerada a carvão.

Certamente não será esta a primeira vez na história em que há uma cegueira deliberada coletiva, um “me engana que eu gosto” global. Nos anos 1930, na Europa a crença fantasiosa de que a Liga das Nações garantiria a permanência da paz manteve-se inabalável, mesmo diante das evidências gritantes do rearmamento alemão. Não atribuo essa crença à ingenuidade dos atores, mas sim à sua conveniência, na medida em que permitia o luxo da inação.

Um excelente exemplo contemporâneo foi oferecido pelo primeiro-ministro do Canadá, Mark Carney, em seu admirável discurso em Davos. Diante de líderes globais ansiosos com a turbulência política e econômica dos dias atuais, Carney denunciou a acomodação dos países médios (basicamente todos os economicamente relevantes menos EUA, China e Rússia) à ilusão da continuidade de uma ordem multilateral baseada em regras (garantidas por órgãos internacionais como a OMC, FMI e ONU), quando essa ordem já se tornou obsoleta e ineficaz e é reiteradamente desrespeitada pelas nações mais poderosas.

Para ilustrar sua tese, Carney toma emprestada uma anedota do dissidente tcheco (e depois presidente) Vaclav Havel: todas as manhãs, um pequeno lojista pendurava na sua fachada uma frase “Trabalhadores do mundo, uni-vos!”. Ele não acreditava naquilo; ninguém acreditava mais. Mas ele continua ostentando a placa, para evitar problemas; e assim fazem todos os lojistas. Desse modo o regime persiste, através da participação de pessoas comuns em rituais que intimamente sabem ser falsos.

Convém pensarmos se não nos estaremos comportando como o pequeno lojista.

O aquecimento global não avança apenas porque forças conservadoras de direita negam a realidade, nem porque interesses econômicos imediatistas falam mais alto. Ele avança porque aceitamos viver uma mentira conveniente —e porque aprendemos a chamar esse autoengano de prudência.


LINK PRESENTE: Gostou deste texto? Assinante pode liberar sete acessos gratuitos de qualquer link por dia. Basta clicar no F azul abaixo.


Relacionado

Share. Facebook Twitter Pinterest LinkedIn Tumblr WhatsApp Email
Previous ArticleBrasília é eleita Capital Ibero-Americana de Patrimônio Cultural | G1
Next Article Trabalhador rural morto em Rinópolis: família é detida pelo crime | G1
Redação
  • Website

Related Posts

Vorcaro contrata novo advogado na tentativa de retomar negociação para fechar delação premiada

agosto 4, 2026

Deputado defende projeto que regulamenta venda e uso de óculos inteligentes; assista a entrevista

agosto 4, 2026

Flávio Bolsonaro diz que definição sobre vice sairá até o dia 15 de agosto

agosto 4, 2026

Projeto prioriza atendimento no SUS para vítimas de violência doméstica

agosto 4, 2026
Leave A Reply Cancel Reply

JASMIRA IMÓVEIS – Venda, Compra e Administra
JASMIRA IMÓVEIS
INVESTIGADOR PROFISSIONAL 11 98806-4613
Top Posts

Check Out the Celebrities From the International Film Festival Awards 2023

janeiro 16, 2021

Harley Davidson: Bundle of Joy Crafted for Top Speed

janeiro 13, 2021
7.2

Review: 7 Future Fashion Trends Shaping the Future of Fashion

janeiro 15, 2021

Asimo Robot Unveils a New Tool For Simple Robot Programming

janeiro 14, 2021
Stay In Touch
  • Facebook
  • Twitter
  • Pinterest
  • Instagram
  • YouTube
  • WhatsApp
  • Telegram
Demo
  • Facebook
  • Twitter
  • Pinterest
  • Instagram
  • YouTube
  • WhatsApp
Sobre Nós
Sobre Nós

O Portal Nardel Azuoz nasce com o propósito de informar, inspirar e conectar pessoas por meio de conteúdos relevantes sobre lifestyle, tendências e atualidades. Nosso compromisso é entregar informação de qualidade, com uma abordagem moderna e acessível, pensada para quem busca estar sempre atualizado.

Our Picks

Violência doméstica: como identificar e denunciar no Brasil | G1

agosto 4, 2026

Moraes pede parecer da PGR sobre proibição de visitas a Bolsonaro

agosto 4, 2026

Vereador denunciado por estupro: veja mensagens com a vítima | G1

agosto 4, 2026
Most Popular

Check Out the Celebrities From the International Film Festival Awards 2023

janeiro 16, 2021

Harley Davidson: Bundle of Joy Crafted for Top Speed

janeiro 13, 2021
7.2

Review: 7 Future Fashion Trends Shaping the Future of Fashion

janeiro 15, 2021
portalnardelazuoz.com.br
Facebook X (Twitter) Instagram Pinterest
  • Formulário de Contato
  • Sobre nós
  • Política de privacidade
© 2026 I Portal Nardel Azuoz | Todos os direitos reservados. E-mail: redacao@redebcn.com.br

Type above and press Enter to search. Press Esc to cancel.

Sign In or Register

Welcome Back!

Login to your account below.

Lost password?