Os contratos de mini-índice (WINM26), com vencimento em junho, encerraram a última sessão (12/05) com queda de 1,02%, aos 182.770 pontos, ampliando o fluxo vendedor e pressionando suportes importantes. O mini-índice acompanhou o movimento mais cauteloso dos mercados após o Ibovespa voltar a recuar, pressionado pela alta da inflação no Brasil e nos EUA e pelo avanço do petróleo em meio às tensões no Oriente Médio. O cenário reforçou a aversão ao risco global, com bolsas em Wall Street sem direção única e investidores reduzindo apostas em cortes de juros nos Estados Unidos.
No Brasil, o índice foi pressionado principalmente pelas quedas de Petrobras (PETR4), bancos e B3 (B3SA3), enquanto o mercado também repercutiu o IPCA de abril e a temporada de balanços corporativos. Para o trader de mini-índice, o cenário segue marcado por elevada volatilidade, com atenção redobrada aos dados de inflação, juros e ao comportamento das commodities no exterior.
Análise do gráfico de 15 minutos
No gráfico de 15 minutos, observo que o mini-índice voltou a encerrar a sessão em queda, reforçando a continuidade do movimento vendedor. O ativo segue trabalhando próximo às médias de 9 e 21 períodos, mas ainda sem força compradora suficiente para reverter a pressão negativa.
Para continuidade da baixa, será necessário romper a região de suporte em 182.585/182.145. Caso isso ocorra, o índice tende a buscar 181.880/181.300, com projeção mais longa em 180.150/179.475.
Por outro lado, uma recuperação dependerá da superação da resistência em 183.185/183.800. Se romper essa faixa, vejo espaço para avanço até 184.090/184.650, com alvo mais longo em 184.965/185.275.
No gráfico diário, observo que o índice segue em tendência de baixa no curtíssimo prazo, mantendo negociações abaixo das médias de 9 e 21 períodos e ampliando o movimento corretivo iniciado nas últimas semanas.
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O IFR (14), em 34,22, permanece em região neutra, mas já se aproxima da faixa de sobrevenda. Além disso, o forte afastamento das médias e o movimento mais esticado de queda podem favorecer repiques técnicos pontuais, embora a tendência principal siga negativa. Para retomada mais consistente da alta, será necessário superar a região de 184.090/188.255/192.600, mirando inicialmente 195.430/197.040.
Já a perda de 182.145/180.150 pode acelerar ainda mais a pressão vendedora, com suportes em 176.630/171.780.

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WINM26: Gráfico de 60 minutos
No gráfico de 60 minutos, observo que o mini-índice continua operando abaixo das médias de 9 e 21 períodos, mantendo o fluxo vendedor predominante no curto prazo.
Para continuidade da baixa, será necessário romper a faixa de suporte em 182.145/181.880. Se perder essa região, o ativo pode buscar 180.150/178.425, com alvos mais longos em 176.630/175.100.
Por outro lado, uma reação compradora dependerá da superação da resistência em 183.185/184.090. Acima dessa faixa, o índice pode buscar 184.965/185.915, com projeções mais longas em 188.255/190.740.
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(Rodrigo Paz é analista técnico)
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