A presidente do Palmeiras contou ter sido ignorada pelo presidente da Conmebol, Alejandro Domínguez. “Não consegui falar com ele. A Conmebol está sendo muito displicente. Estou tentando desde ontem e não consegui”.
Leila diz ter ligado para o jogador ainda na noite de quinta-feira. Ele também tem recebido apoio psicológico dos profissionais do clube no Paraguai, onde segue a delegação palmeirense. Classificada às semifinais, a equipe não cogita abandonar a competição.
“Sou totalmente contra nos retirarmos da competição. Estaríamos punindo a vítima. São meninos. O sonho deles é brilhar no futebol. Quem tem que ser punido é o criminoso. Continuaremos competindo e nunca abandonaremos o campo. Vamos lutar por punições aos clubes e aos criminosos. Os clubes são coniventes”, explicou a cartola.
Os advogados do Palmeiras estão conversando com a Conmebol e com a CBF, disse a dirigente, para que as punições sejam aplicadas ao time paraguaio e ao autor do insulto racista. “Como não conseguimos medida efetiva na Conmebol, vamos lutar na CBF e na Fifa. Fico meio descrente, mas vou continuar conversando”.
Luighi recebeu apoio do Palmeiras e de Vinícius Júnior, um dos jogadores que mais luta contra o racismo que sofre sistematicamente na Espanha, além de outros clubes rivais no time alviverde, casos de Corinthians, São Paulo e Santos. “A gente sempre vai encontrar pessoas má intencionadas na vida, mas não podemos deixar que isso atrapalhe nossos sonhos. Falei isso pra ele”, relatou.
Ao final do jogo, Luighi chorou e deu uma entrevista contundente e corajosa. Ele questionou o repórter da Conmebol, que preferiu perguntar sobre a partida e ignorar os insultos racistas do qual foi vítima o palmeirense. “É sério isso? Fizeram racismo comigo. Até quando? O que fizeram comigo foi crime. Você vai perguntar sobre o jogo mesmo? A Conmebol vai fazer o que sobre isso? Você não ia perguntar sobre isso, né? Fizeram um crime comigo. Aqui é formação, a gente tá aprendendo aqui.”


















