[ad_1]
Luana teve o credenciamento reprovado em diversos eventos. O último, quando pediu para trabalhar na partida entre Corinthians e Cruzeiro, pela Supercopa feminina, ontem.
Mas essa não era a regra. Em jogos de menor demanda de imprensa, a credencial da garota costumava ser aprovada. Aconteceu no duelo entre Red Bull Bragantino e São José, pela Copa do Brasil, na terça-feira — não há confirmação se ela foi ou não ao jogo.
Apesar de nunca ter trabalhado na ESPN, ninguém percebeu, em dois anos, que ela não produzia conteúdo para nenhum dos canais da emissora. Sua presença não chamava atenção e integrantes do grupo de jornalistas esportivas em que a farsa foi descoberta a conheciam.
Elas encontraram Luana em diversos eventos e algumas até construíram amizade com ela – sem nunca questionar as mentiras. A falsa repórter chegou a frequentar festas de aniversário de colegas. Solícita, era a primeira a explicar a jornalistas inexperientes como fazer credenciamento em jogos – também dizia que as indicariam quando vagas na ESPN fossem abertas.
Luana circulava com um crachá da ESPN que era visualmente diferente aos que os reais repórteres do veículo usam. Ela não possuía microfone e agia como uma influencer nos gramados, gravando apenas vídeos selfies e pedindo fotos com atletas. Em entrevistas coletivas, não fazia perguntas, apesar de espalhar que era amiga pessoal de algumas jogadoras do Corinthians.
Mesmo assim, passava credibilidade. Até participou do podcast “Papo Reto Esportes”. Ela se apresentou como repórter e assessora de imprensa da ESPN, setorista do Red Bull Bragantino e disse que trabalhava, também, como assessora no marketing do Corinthians.
[ad_2]


