Resumo
- OpenAI, Anthropic e Microsoft pediram ações contra ataques cibernéticos auxiliados por inteligência artificial.
- Mais de 100 empresas pedem estratégias coordenadas de resposta e financiamento governamental para defesa cibernética.
- Entre as medidas defendidas, estão melhorar padrões de segurança interna, consertar vulnerabilidades de alto risco e ter mais cuidado com soluções de software.
OpenAI, Anthropic, Amazon Web Services, Microsoft e mais de 100 empresas publicaram uma carta defendendo uma iniciativa ampla de defesa cibernética. Segundo elas, ataques preparados com auxílio de inteligência artificial se tornarão comuns em questão de meses.
O documento pede mais financiamento governamental para defesa cibernética, além de estratégias e coordenação para responder a ações criminosas. A publicação tem, entre seus signatários, companhias de diferentes setores, como tecnologia, finanças e indústria. Algumas delas são responsáveis por criar as mesmas tecnologias que podem ser usadas em ataques.
O que diz a carta?
O documento faz um apelo a autoridades governamentais e líderes do setor de tecnologia para que todos os recursos sejam mobilizados para este fim. Os governos deveriam criar canais para compartilhamento de informações e coordenação de defesas, além de ajudar no financiamento das tecnologias, argumenta a carta.
Em relação às companhias de IA, há um apelo para que elas permitam o acesso aos seus modelos de maior capacidade técnica durante incidentes cibernéticos.
Entre os pedidos, está mais agilidade nos programas de acesso a entidades confiáveis, que permitem que algumas companhias trabalhem com modelos de IA de alta capacidade antes que eles sejam liberados para o grande público.
As empresas dizem ainda que todas as organizações precisam melhorar seus padrões de segurança interna e consertar vulnerabilidades de alto risco. Outro ponto é tomar mais cuidado com soluções de software, sejam elas compradas ou desenvolvidas internamente. A geração de código usando IA, ironicamente, pode aumentar os riscos.
Riscos da IA deixam empresas em alerta
A cibersegurança entrou no centro do debate nos últimos meses após diversos incidentes, como ataques a sistemas essenciais de água e energia nos Estados Unidos. Algumas dessas ações foram desenvolvidas com auxílio de IA, usando modelos treinados por algumas das mesmas empresas que assinam a carta.
O documento se soma a outros semelhantes divulgados nos últimos meses, como uma publicação do FMI e um comunicado conjunto dos órgãos de inteligência de Austrália, Canadá, Estados Unidos, Nova Zelândia e Reino Unido.
Com informações do Axios, Reuters e The Register
Empresas de IA alertam: o prazo para se preparar contra ataques é curto


