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Home » como era o esquema do rope jump que matou jovem
Economia

como era o esquema do rope jump que matou jovem

RedaçãoBy Redaçãojunho 16, 2026Nenhum comentário4 Mins Read
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como era o esquema do rope jump que matou jovem
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Segundo testemunhas, os responsáveis pelo salto de rope jump da Ponte do Esqueleto, em Limeira, no interior de São Paulo, organizavam a atividade radical de forma amadora. A comunicação era feita por meio de um grupo de WhatsApp denominado “entre cordas”, no qual eram enviadas algumas orientações sobre segurança, mas as mensagem tinham um mote principal: dicas de como gravar vídeos com potencial de viralização nas redes sociais.

No sábado em que Maria Eduarda Rodrigues de Freitas, de 21 anos, morreu após ser lançada pela equipe sem as cordas de proteção, cerca de 80 turistas participariam da atividade – entre elas, o coordenador pedagógico Rafael Goulart, que estava no local do momento da queda.

Segundo Goulart, os participantes descobriram apenas após a tragédia que o grupo responsável pelos saltos não possuía registro formal. “Essa empresa, na verdade, não existe. Eles não tinham registro, não tinham CNPJ”, afirmou. A reportagem tenta contato com os advogados dos responsáveis.

Oportunidade com segurança!

“A gente acabou caindo numa operação que tinha 80 mil seguidores e vídeos com milhões de visualizações. Depois que a desgraça acontece, a gente começa a olhar para trás e perceber o quanto eles eram desorganizados”, afirmou.

De acordo com Goulart, a equipe costumava destacar conteúdos que haviam viralizado nas redes sociais e explicava aos participantes quais elementos ajudavam a aumentar o alcance das publicações.

Em um dos áudios enviados ao grupo, uma integrante da organização afirma que muitas pessoas procuravam a atividade justamente por causa da repercussão dos vídeos.

“Tem gente que procura a gente por causa da viralização. Porque quer viralizar o vídeo”, diz a gravação. A mesma pessoa cita o caso de uma participante identificada como Vitória, cujo salto teria alcançado mais de 15 milhões de visualizações.

“A Vitória bate aí 15 milhões de visualizações, saiu em várias páginas (…), porque tem muita verdade e humor no vídeo dela”, afirma o áudio. Segundo a integrante, reações espontâneas e situações engraçadas aumentavam as chances de engajamento. “O humor viraliza muito”, acrescenta.

Orientações de segurança

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Goulart afirmou que a equipe também repassava instruções de segurança aos participantes. Segundo ele, porém, as orientações transmitiam a ideia de que eventuais acidentes seriam consequência de erros cometidos pelos próprios praticantes.

“Eles passavam informações de segurança, mas sempre jogando a responsabilidade para a gente. Falavam que não podia dar pirueta, não podia correr, que tudo precisava ser avisado ao instrutor. Então a impressão era de que qualquer acidente aconteceria porque o participante fez alguma coisa errada”, disse. “E o que a gente viu foi justamente o contrário: não colocaram a corda”, acrescentou.

Maria Eduarda morreu após ser lançada da ponte sem estar presa ao equipamento de segurança. Segundo a Polícia Civil, ela deveria estar conectada a duas cordas, mas nenhuma delas foi instalada.

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GoPro desapareceu após a queda

Outra questão levantada por Goulart envolve o desaparecimento de uma câmera GoPro que estaria com a vítima no momento do acidente. Segundo ele, algumas pessoas que estavam no local afirmam ter visto integrantes da equipe retirarem o equipamento do corpo da jovem após a queda.

“Se até aquele momento a câmera estava com ela, por que a câmera simplesmente sumiu e ninguém soube mais dela?”, questionou. A Polícia Civil investiga o paradeiro do equipamento. A hipótese levantada pela testemunha é que a câmera possa ter sido levada por pessoas que deixaram a área logo após o acidente.

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O coordenador pedagógico defende que o caso sirva para impulsionar a regulamentação da atividade no País. Maria Eduarda morreu no sábado (13) após ser lançada da Ponte do Esqueleto sem estar presa às cordas de segurança. Três funcionários responsáveis pela operação permanecem presos. O caso é investigado como homicídio com dolo eventual, quando se assume o risco de provocar a morte mesmo sem a intenção direta de matar.


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