O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou neste domingo, 25, que acompanha as eleições brasileiras. Questionado por jornalistas sobre a disputa entre o senador Flávio Bolsonaro e o presidente Luiz Inácio Lula da Silva, o americano respondeu: “Não quero entrar nesse assunto, mas estamos monitorando [as eleições no Brasil]”, segundo o portal CNN.
A manifestação ocorre após Trump já ter destacado, no início de outubro, a relevância da disputa eleitoral brasileira. Antes do primeiro turno, o presidente americano declarou a jornalistas na Casa Branca: “O Brasil é um país muito importante, um grande país, as pessoas no Brasil são fantásticas, é uma eleição muito importante”.
Na ocasião, Trump também fez elogios à agilidade da contagem dos votos no Brasil e aproveitou a comparação com o processo eleitoral americano para criticar o sistema de seu próprio país. O republicano ainda avaliou que Flávio Bolsonaro havia obtido uma vitória expressiva na primeira etapa da disputa, embora previsse uma segunda rodada acirrada. “Acho que vai ser uma eleição muito apertada. Acho que o Brasil será muito apertado. Bem, é uma grande vitória — apertada, mas uma vitória muito, muito grande. Impressionante, na verdade”, afirmou.
Em maio, Flávio Bolsonaro já havia se reunido com Donald Trump na Casa Branca, em Washington. Na ocasião, a equipe que acompanhava o senador nos Estados Unidos tornou pública uma fotografia do encontro no Salão Oval, na qual também aparecem Eduardo Bolsonaro, irmão do parlamentar e ex-deputado federal, e o comentarista político Paulo Figueiredo. A imagem foi divulgada em 26 de maio, após a visita do pré-candidato brasileiro ao presidente americano.
Oposição teme intervenção nas eleições brasileiras
As declarações ocorrem em meio a questionamentos de parlamentares democratas dos Estados Unidos sobre uma possível interferência do governo Trump no processo eleitoral brasileiro. Em uma carta recente ao Departamento de Estado, dez deputados do partido pediram esclarecimentos sobre medidas e manifestações da administração americana que, segundo eles, podem influenciar a disputa e ameaçar as instituições democráticas do Brasil. Entre os pontos levantados estão sanções impostas ao ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Alexandre de Moraes, contatos de autoridades americanas com o ex-presidente Jair Bolsonaro e declarações que colocariam em dúvida a integridade das eleições brasileiras.
Fonte: Abril


