E essa vocação fashion foi elevada à máxima potência quando surgiu a oportunidade de criar o primeiro figurino para o cinema. A estreia foi no filme Estrela Nua, de 1985, com Carla Camurati e Vera Zimmermann no elenco. “Rodamos em São Paulo, Emilia e eu, e investimos dinheiro próprio na produção. Fomos com a cara e a coragem”, diverte-se ela, que, depois do début, não parou mais. “Meu processo criativo é um exercício de imaginação. Após ler o roteiro, traço um perfil da personagem. Condição financeira, onde mora, faixa etária. Rascunhado isso, parto para um mergulho nos livros, fotografias, museus, observações da vida. Meu trabalho é muito realista, por isso a necessidade do estudo. Tropa de Elite era um universo que não tinha nada a ver comigo. Tive que ir atrás de informações, procurar quem entendia de uniformes policiais.” Já os Jogos Olímpicos do Rio, Claudia relembra que foram o maior desafio de sua carreira. “Uma quantidade absurda de figurinos a serem desenhados e aprovados. Por fim, o medo dos mil macacões do primeiro ato não chegarem a tempo da Turquia (o material idealizado não existia no Brasil). Foi lindo e emocionante.”






















