A Costa Azul Investimentos conquistou o primeiro lugar no A20, categoria do Brazil Advisor Awards 2026 voltada às assessorias referência em alocação da rede parceira da XP.
Segundo o fundador e principal sócio do escritório, Lucas Afonso, o reconhecimento reflete uma filosofia baseada em entender a realidade e os objetivos de cada família antes mesmo da definição da carteira de investimentos.
“Tem gente que levou muitos anos para construir aquele patrimônio. Eu tenho que ser responsável para atender esse cliente com excelência”, afirma o executivo. “Sem confiança e sem transparência, a gente entra por uma porta e sai pela outra.”
A relação de Lucas Afonso com o mercado financeiro começou cedo.
Filho de um executivo que construiu carreira em grandes bancos, ele cresceu acompanhando de perto o universo das finanças e decidiu seguir o mesmo caminho.
Formado em Administração, iniciou sua trajetória profissional em 2010 na própria XP, quando a plataforma ainda dava os primeiros passos na consolidação do modelo de arquitetura aberta.
Depois da primeira experiência, Lucas passou cerca de cinco anos em instituições financeiras tradicionais, atendendo clientes de alta renda. Foi justamente nesse período que percebeu uma limitação do modelo bancário.
Segundo Lucas, muitas vezes o assessor chegava à reunião já sabendo qual produto precisava oferecer, antes mesmo de entender as necessidades da família que estava à sua frente.
Para ele, essa lógica criava um desalinhamento entre os interesses da instituição e os do investidor.
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Prioridade é cuidar das pessoas
A decisão de retornar à XP veio quando Lucas percebeu que a plataforma aberta permitiria oferecer soluções de diferentes instituições, apoiadas por tecnologia e ferramentas que possibilitavam um planejamento patrimonial mais completo.
Foi nesse contexto que nasceu a Costa Azul Investimentos, que hoje tem entre os sócios o próprio pai de Lucas.
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Eduardo Afonso juntou-se ao escritório após se aposentar, depois de trilhar carreira em instituições como o Itaú BBA e o Banco Real, posteriormente incorporado ao Santander.
Hoje, a principal frase repetida dentro da empresa resume a filosofia ditada pela família Afonso: “Antes de cuidar de investimentos, nós cuidamos de pessoas.”
Para Lucas, investimentos são consequência de um bom entendimento sobre os objetivos de vida do cliente — e não o contrário.
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Planejamento antes de investimentos
Na prática, isso significa que o trabalho da assessoria começa muito antes da definição dos ativos.
Antes de falar sobre rentabilidade, a equipe procura entender a estrutura familiar, o regime de casamento, a sucessão patrimonial, os filhos, os sonhos, o padrão de vida desejado na aposentadoria e a tolerância ao risco.
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Somente depois desse diagnóstico é construída uma estratégia de investimentos personalizada.
Segundo Lucas, essa abordagem permite que as recomendações façam sentido para cada família e fortalece a relação de confiança entre assessor e investidor.
A proximidade também faz parte do modelo de negócios. A empresa limita o número de clientes por assessor para preservar o relacionamento presencial e frequente.
“Se não for bom para o cliente, a gente não faz”, resume o fundador ao explicar um dos princípios que orientam a cultura da empresa.
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Família é prioridade — e inspira a cultura
A visão de atendimento da Costa Azul está diretamente ligada à vida pessoal de Lucas Afonso. Casado e pai de duas crianças pequenas, ele afirma que a família passou a ocupar o centro de todas as decisões, tanto pessoais quanto profissionais.
Segundo o executivo, o nascimento dos filhos mudou completamente sua rotina e sua percepção sobre o que realmente importa. Esse mesmo valor acabou sendo incorporado à cultura da empresa.
Lucas explica que boa parte da equipe também é formada por profissionais com família e filhos pequenos. Na avaliação dele, isso faz com que os assessores consigam compreender melhor as preocupações dos clientes e construam relações mais genuínas.
“Se eu me importo com a minha família, vou querer entregar o melhor também para a sua família”, explica.
Para ele, essa conexão entre valores pessoais e atuação profissional ajuda a explicar a qualidade do relacionamento construído pela Costa Azul e, consequentemente, o reconhecimento obtido no A20.
Na avaliação de Lucas, o reconhecimento tem um significado especial porque o A20 reúne escritórios considerados referência em alocação dentro da rede da XP.
O resultado, avalia o executivo, reflete um trabalho voltado à construção de carteiras alinhadas ao perfil e aos objetivos dos clientes — e não apenas ao crescimento comercial do escritório.
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Dos esportes à paixão pelos filhos
Fora do escritório, Lucas sempre foi apaixonado por esportes. Futebol, padel, tênis e snowboard fazem parte da lista de atividades que mais gosta de praticar. Ele também aprecia viagens para esquiar sempre que consegue conciliar a agenda.
Mas admite que a chegada dos filhos mudou completamente sua rotina. Hoje, seu principal hobby é estar com a esposa e os filhos. Sempre que precisa escolher entre uma viagem, uma atividade esportiva ou passar mais tempo em casa, a prioridade é a família.
Segundo o executivo, essa mudança também reforçou a forma como enxerga sua missão no trabalho de assessoria patrimonial: ajudar outras famílias a preservar seu patrimônio e realizar objetivos de longo prazo.
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Crescimento sem abrir mão da proximidade
Fundada há cerca de quatro anos, a Costa Azul administra aproximadamente R$ 1,1 bilhão em custódia, atende entre 1.100 e 1.200 clientes ativos e conta com cerca de 20 profissionais, dos quais 11 atuam diretamente na assessoria comercial.
O ticket médio gira em torno de R$ 1 milhão por cliente.
Embora possua clientes em vários estados brasileiros e também no exterior, a maior parte da operação permanece concentrada no Paraná. Antes de expandir para novas regiões, a prioridade é consolidar a liderança em Curitiba e fortalecer ainda mais a marca na região.
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Educação financeira faz parte da estratégia
Outro diferencial apontado por Lucas é o trabalho contínuo de educação financeira.
Em vez de apenas recomendar ativos, a equipe procura explicar os cenários econômicos, revisar periodicamente o planejamento patrimonial e mostrar por que determinada estratégia faz sentido para cada cliente.
Segundo ele, quanto maior o entendimento do investidor sobre seus objetivos e sobre o funcionamento do mercado, maior tende a ser sua confiança para tomar decisões consistentes ao longo do tempo.
“Quanto mais o cliente entende do mercado financeiro, melhores decisões ele toma”, diz o executivo.
A empresa também incentiva que os clientes deixem de olhar apenas para o CDI e passem a acompanhar a evolução do patrimônio em termos de ganho real e cumprimento de objetivos de longo prazo.
Depois de conquistar o primeiro lugar no A20, a Costa Azul pretende crescer entre 30% e 40% ao ano, mas sem alterar o modelo que levou o escritório ao reconhecimento.
Segundo Lucas, o objetivo continua sendo qualitativo: manter o cliente no centro das decisões, preservar o atendimento próximo e seguir construindo relacionamentos de longo prazo com as famílias atendidas.
“O que a gente quer é atender a família por uma geração, quem sabe pela segunda, terceira, quarta ou quinta geração”, finaliza Lucas.
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