Escolha por Vitor Roque. “Foi difícil colocá-lo como titular, mas foi fácil dizer e agradecer à presidente, porque foi contratação de presidente e não do treinador. Foi difícil porque o Flaco estava bem, fez gol no último jogo, era a primeira vez dele jogando. Na minha opinião, este jogo pedia mais da mobilidade dele do que do Flaco, que tem dificuldades em zagueiros como os do São Paulo. Optei por um centroavante com mais mobilidade, mais ataque à mobilidade. O pênalti foi nele, deu uma assistência no segundo tempo para o Facundo, mas foi difícil pelo lado por deixar o Flaco de fora por estar em momento bom.”
Vitor Roque cansou? “Não teve a ver com ele não aguentar, mas com o que pedimos aos jogadores. Muitas vezes, as minhas mexidas, se não têm a ver com o tático, tem a ver com refrescar atacantes, pontas, meias… Não sou muito de inventar, gosto de fazer as coisas simples de maneira efetiva. Temos cinco mexidas e não jogo só com 11. Com a intensidade que peço, é difícil, os da frente têm de trabalhar muito ofensivamente e defensivamente. O nosso primeiro atacante é o Weverton e o nosso primeiro zagueiros são os homens da frente.”
Vitor Roque ‘lesionou’ Giay. “Ele está lesionado, teve uma entorse em uma jogada no treino com o Vitor Roque. Ele mal chegou e já lesionou um [risos]. Tem de ser assim, é no treino que nos preparamos para o jogo e, infelizmente, houve uma entorse. Foi por isso que não foi relacionado.”
Entrada de Flaco. “O Flaco entrou bem, deu segurança… Não ganhamos o jogo com 11, ganhamos com quem entrou também. Os jogadores estiveram bem, paramos o ímpeto do adversário. Fizemos a defesa bem em uma equipe que fez um dos seus melhores jogos que vi no Paulistão.”
Explicação a Flaco. “É característica dele de servir os companheiros. Temos três jogadores diferentes. Tive uma conversa com o López, abri o jogo, disse que o Roque não jogou por ter vindo de onde veio ou por ter custado o que custou. Jogou porque nos cinco treinos que fez, mostrou algo que este jogo pedia, a mobilidade. Foi uma questão de característica dos jogadores. O Vitor é mais móvel.”
Pressão em Arboleda. “Cometemos erro tático. A pressão do Vitor [em Arboleda] não estava sendo bem feita, mas foi na segunda etapa. A pressão do gol surge de uma pressão, mas houve momentos que não fomos capazes de criar dificuldade com esta pressão. O Vitor não conseguiu, ou eu não fui o explícito o suficiente para dizer o que precisava ser feito. Fizemos esta correção do posicionamento e do momento do Facundo e do Veiga saltarem para marcar. Recuperamos muitas bolas, mas não tivemos a calma necessária, esse último detalhe, passe na transição. Faltou matarmos o jogo. Vamos ser sinceros, o Alisson, o Lucas, o Luciano, o Oscar são belíssimos jogadores e não jogamos sozinhos. Talvez, o São Paulo tenha feito um dos seus melhores jogos no Paulistão. Jogos contra eles são difíceis, dividimos portas, somos vizinhos, e jogos assim são decididos nos detalhes.”

