Presidente do PSDB, o deputado federal Aécio Neves (MG) sai em defesa do presidente da Câmara, Hugo Motta (Republicanos-PB), criticado pela esquerda e pela direita na última semana por querer limpar a pauta de temas como a redução de pena para Jair Bolsonaro (PL) e cassação de parlamentares.
Para ele, Motta “teve a coragem de pautar temas espinhosos como o PL da dosimetria e cassações de parlamentares que, se deixados para o ano que vem, invadiriam o debate eleitoral, o que só atenderia ao petismo e ao bolsonarismo”.
Na semana passada, Motta anunciou que colocaria para votar o projeto da dosimetria sem consultar o governo antes. Também pautou as cassações de Carla Zambelli (PL-SP) e Glauber Braga (PSOL-RJ) e disse que resolveria nesta semana as de Alexandre Ramagem (PL-RJ) e Eduardo Bolsonaro (PL-SP) —nos dois primeiros casos, viu o plenário salvar a parlamentar e mudar para suspensão a decisão sobre o psolista.
Aécio, ex-presidente da Câmara, diz ter uma visão diferente das críticas feitas nos últimos dias em relação à condução dada por Motta à pauta da Casa.
“Ele, na verdade, se livra da camisa de força a que estava preso e passa a ter liberdade para, já a partir do início do próximo ano, conduzir a pauta legislativa sem as pressões a que esteve submetido até aqui”, argumenta.
Ele que reconhece que Motta “pagou um preço”, mas que “terá agora melhores condições para conduzir a Câmara com o equilíbrio que, aliás, sempre foi sua maior virtude, reconhecida por todos”.
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