Uma ala do STF (Supremo Tribunal Federal) já avaliava há semanas que a CPMI do INSS tinha passado dos limites e o julgamento que rejeitou a prorrogação dos trabalhos do colegiado foi a forma de mandar recados aos parlamentares.
Interlocutores da Corte afirmam que o vazamento de dados sigilosos de forma indiscriminada é injustificável.
Dados de quebras de sigilo de testemunhas e de investigados e conversas do banqueiro Daniel Vorcaro vieram a público nas últimas semanas e provocaram alvoroço na classe política.
Para ministros do STF, a comissão extrapolou todos os limites.
Além disso, ainda havia um temor de que com a prorrogação dos trabalhos do colegiado, mais vazamentos ocorressem. Em ano eleitoral, algo inaceitável, na avaliação de um integrante da Suprema Corte.
Por isso, alguns ministros avaliaram que era necessário evitar a criação de um precedente perigoso.
Há quem diga que o resultado que rejeitou prorrogar a CPMI do INSS tenha isolado ainda mais o ministro André Mendonça, mas a ala crítica à atuação dos parlamentares nega e diz que o julgamento foi uma resposta ao legislativo e não ao judiciário.
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